Sobre o sentido das palavras

9 ago

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Bastou que uma minha amiga me agradecesse por uma dica de leitura que eu tinha dado para que eu começasse a pensar no sentido das palavras. Tudo porque ao seu “obrigada”, eu respondi: – Como se diz em italiano, “prego”!
Foi exatamente esta expressão, ou melhor, esta simples palavra que me levou a pensar.
Em italiano, quando alguém te agradece, tu respondes “prego”. Prego vem do verbo “pregare”, que significa rezar, orar. Então, lembrei que obrigada se diz “grazie”. Grazie me fez pensar em “graças”, dar as graças, como um dom, uma doação.
Achei tudo isto tão lindo!
Tu me ofereces algo (como, por exemplo, uma dica de leitura). Eu dou graças por isto e tu, em resposta, me ofereces a tua oração.
Já em português, tentar fazer o mesmo tipo de leitura deixa as coisas meio estranhas!
“Obrigada!” Obrigada lembra “obrigação”. Como se aquele não fosse um gesto de gratidão, mas de simples obrigação formal. E a reposta?
“De nada”. Aqui, para mim, bastou acrescentar um acento! “ Dê nada”. Ou seja, não ofereça nada! Decisamente, faz pensar!
Tu me ofereces algo (como uma dica de leitura). Eu digo que o fizestes por obrigação e tu, em resposta, me dizes para não oferecer nada!
Faz sentido? Sei que estou “viajando na maionese”, mas fica a reflexão!

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Grazie, mamma!

8 jan

Madre amata, grazie.
Grazie per ogni momento vissuto e anche per quelli a venire.
Grazie per aver reso ogni momento della mia vita, una bella e importante lezione.
Grazie per essere così bella, così semplice eppure così ricca.

Grazie per essere una bambina, un’ amica, una figlia e una madre, tutti insieme, ma allo stesso tempo tutt separato, ciascuna nel suo tempo, al momento giusto.
Grazie per anche se lontana fisicamente essere sempre vicina, emotivamente, spiritualmente.
Grazie per fare di me la figlia unica con più fratelli mai vista sulla faccia della terra.
Grazie per essere l’indimenticabile “zia Ana,” che tutti ricordano con grande affetto.
Grazie per essere questa grandissima mamma, questa ” grandissima zia”, nel senso più ricco e affascinante della parola.

Grazie per il tuo umore, la tua risata, il tuo sorriso, ma anche , grazie, grazie tante per le tue lacrime, per la tua enorme sensibilità, per quella fragilità che possiedi e che tante volte cerchi di non farsela vedere . (Beh, forse non tutti la percepiscono, ma io sì).
Tra l’altro grazie per essere trasparente e allo stesso tempo grazie per tante volte proteggere se stessa attraverso questo scudo chiamato “clown”. Sì cara, in molte occasioni è la tua fondamenta,lo so. E, nel tentativo di compiacere gli altri, finisci lasciandoti contaminare. Contaminare dal buon umore. Quindi, che ben venga!

E’ già, amata, oggi è il tuo giorno. 2 anni fa, abbiamo celebrato insieme, nelle terre europee. “Party girl” come sei, in quell’anno hai finito per fare 2 feste. Per te una appena non era sufficiente. E sai una cosa? Hai fatto bene!!

Quindi mia cara… Ecco alcune immagini di alcuni dei nostri i momenti, goduti, vissuti. Solo nel 2016. E sì, ci sono stati tanti altri, questo è solo un campione!
Carissima, ho così tante cose da desiderarti ! Penso che farò come Drummond  e desidererò “solo se che tu abbia tanti desideri. Desideri grandissimi e che questi possano farti muovere ad ogni minuto alla ricerca della tua propria felicità!”
Ti amo, e ti amo non solo per quello che sei, ma per quello che sono diventata grazie a te!

(Scritto il 6 gennaio 2017)

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Obrigada, mãe!

8 jan

Mãe amada, obrigada.

Obrigada por cada momento vivido e também por aqueles que ainda virão.

Obrigada por fazer de cada instante da minha vida, uma linda e importante lição.

Obrigada por ser tão linda, tão simples e ao mesmo tempo tão rica.

Obrigada por ser uma menina, uma amiga, uma filha e uma mãe, tudo junto, mas ao mesmo tempo tudo separado, cada uma na sua hora, na hora certa.

Obrigada por mesmo longe fisicamente estares sempre perto, emocionalmente, espiritualmente.

Obrigada por eu ser a filha ùnica com mais irmãos que já se viu na face da terra.

Obrigada por seres a inesquecìvel “tia Ana”, que todos lembram com muito carinho.

Obrigada por seres uma mãezona, uma “tiazona” no sentido mais rico e fascinanate da palavra.

Obrigada pelo teu humor, teu riso, teu sorriso, mas também muito, muito obrigada pelas tuas lágrimas, pela tua sensibilidade enorme, por aquela fragilidade que possuis e que tentas não deixar transparecer. (Pois é, talvez nem todos notem, mas eu sim).

Aliás, obrigada por ser transparente e ao mesmo tempo obrigada por tantas vezes te protegeres através deste escudo chamado “palhaçada”. Sim amada, em muitos momentos ele é teu alicerce, eu sei. E, na intenção de alegrar os outros, acabas te deixando contaminar. Contaminar pelo bom humor. Então, que bem venha!

Pois é amada, hoje é teu dia. Há 2 anos, comemorávamos juntas, em terras européias. Festeira como és, naquele ano acabaste por fazer 2 festas. Para ti, uma apenas não era suficiente. E, quer saber? Fizeste bem!

Então amada. Aqui, algumas poucas imagens de alguns momentos nossos, curtidos, vividos. Apenas em 2016. E sim, tiveram muitos outros, esta é só uma amostra!

Querida, tenho tantas coisas pra te desejar! Acho que vou fazer como Drummond  e desejar “apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua FELICIDADE!”

Te amo e te amo não apenas por quem tu és, mas por quem eu me tornei graças a ti!

(Escrito em 6 de janeiro de 2017)

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Identità

26 out

Nel corso della nostra vita, la nostra identità viene costruita da diversi fattori, tra i quali: il luogo in cui siamo nati, la città dove siamo cresciuti, gli amici con cui conviviamo, ecc. La nostra identità è direttamente correlata alla cultura, abitudini, ma anche a cose che, a prima vista, potevano passare inosservate. La nostra identità mostra a noi stessi e al mondo chi siamo. Questo non significa, però, che sia statica. In effetti, per tutta la vita, ella viene costruita, rinforzata, ricostruita, e qualche volta anche modificata. Credo, tuttavia, che la sua essenza, quella sì, sia immutabile. Se c’è stato un cambiamento, non è un cambiamento, ma il risveglio di qualcosa che prima era addormentata.

Una delle cose che ci “identifica” e può dire molto su noi stessi è l’accento. Proprio così, l’accento, il modo di parlare, siccome le espressioni che utilizziamo più spesso. Quando ci siamo trasferiti in un’altra città o addirittura paese, è la “accento” che ci contraddistingue dagli altri, che ci dà una particolare identità, che ci aiuta a raccontare un po ‘di noi stessi senza senza dovere dire più di tanto.

Proprio così. Tu cambi Paese e inizialmente tutti riconoscono il tuo accento, la tua “differenza” che può essere visualizzata sia positivamente che negativamente. Indipendentemente dai giudizi, quella sei tu. Il tempo passa e pian piano quel modo “caricato” di parlare viene lasciato alle spalle. Improvvisamente ti vedi, non senza accento, ma con un accento completamente diverso. Presto ci pensi, mi sto prendendo l’accento della gente di qui! Hahaha … dolce illusione!

Ecco che, andando a visitare il tuo vecchio paese, o semplicemente parlando con qualcuno nella tua detta lingua madre, ti rendi conto che è vero, il tuo accento non è più lo stesso, ma è anche diverso da quello delle persone che attualmente vivono con te. Per le persone del vostro vecchio paese, parli come le persone della tua nuova casa. Per quelle della tua nuova casa, parli come le persone dal  tuo vecchio paese. A questo punto ti rendi conto che né una cosa né l’altra è vera al 100%. E il cervello va in “tilt”.

Va bene, il mio accento rivela la mia identità. In questo momento, il mio accento non è né questo né quello. Cioè, l’ho perso. Ho perso completamente l’accento. Dal momento in cui l’accento è associato con l’identità, avrò perso anche questa? Può darsi.

Forse questi cambiamenti offerti dalla vita contribuiscono in qualche modo a “lasciarsi alle spalle” qualche caratteristica  della nostra identità viste dal senso comune, ci lascino “decostruire” alcuni dogmi formati, radicati dentro di noi e ci permettono di aprirsi per (ri) costruire un’altra (anche se è sempre la stessa) identità. Una identità, tuttavia, che è completamente nostra, esclusiva, e che ci rende individui unici in un mondo così pieno di l(i)mitazioni!

(imitazioni- limitazioni- limiti)

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Identidade

25 out

No decorrer da nossa vida, a nossa identidade vai sendo construída através de várias coisas, dentre elas: o lugar em que nascemos, a cidade onde crescemos, os amigos que frequentamos, etc. Nossa identidade é diretamente associada à cultura, aos hábitos, mas também a coisas que, à primeira vista, poderiam passar despercebidas. Nossa identidade mostra a nós mesmos e ao mundo quem somos. Isto não significa, porém, que seja estática. Na verdade, ao longo da vida, ela vai sendo construída, reforçada, reconstruída e, às vezes, até modificada. Acredito porém que a sua essência, aquela sim, seja imutável. Se houve uma mudança ali, não é um mudança, mas a revelação de algo que estava adormecido.

Uma das coisas que nos “identifica” e pode dizer muito sobre nós mesmos é o sotaque. Isto mesmo, o sotaque, o jeito de falar, bem como as expressões que usamos com mais frequencia. Quando mudamos de cidade ou até mesmo de País, é o “sotaque” que nos diferencia dos demais, que nos dá uma identidade particular, que ajuda-nos a contar um pouco de nós mesmos, sem precisar dizer muito.

Pois é. Tu mudas de País e, inicialmente, todos reconhecem o teu sotaque, a tua “diferença”, que pode ser vista tanto positiva quanto negativamente. Independentemente de julgamentos, aquela és tu. O tempo passa e aos poucos aquele jeito “carregado” de falar vai ficando para trás. De repente, te vês não sem sotaque, mas com um sotaque completamente diverso. Logo pensas: estou ficando com o sotaque do pessoal daqui! Hahaha… doce ilusão!

Eis que, indo visitar o teu velho País, ou simplesmente conversando com alguém na tua dita língua mãe, te dás conta de que sim, teu sotaque não é mais o mesmo, mas também é diferente daquele das pessoas com quem convives atualmente.  Para as pessoas do teu velho País, fala como as do teu novo lar. Para as do teu novo lar, falas como as pessoas do teu velho País. Te dás conta então que nenhuma coisa nem outra é 100% verdadeira. E o cérebro vai em “tilt”.

Ok, meu sotaque revela a minha identidade. Neste momento, meu sotaque não é nem este, nem aquele. Ou seja, eu perdi. Perdi o sotaque completamente. Visto que o sotaque se associa à identidade, será que perdi esta também? Talvez.

Talvez estas mudanças oferecidas pela vida contribuam de certa forma a “deixarmos pra trás” algumas características da identidade vistas pelo senso comum, nos deixem “descontruir” alguns dogmas formados, enraizados dentro de nós e nos permitam, nos deem abertura para (re) construir uma outra (embora seja sempre a mesma) identidade. Uma identidade, porém, que é completamente nossa, exclusiva, e que nos torna pessoas singulares em um mundo tão cheio de  (l)imitações!

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Numa sexta-feira qualquer

25 set

Sexta-feira, 23 de setembro de 2016, 19:45h. Ônibus lotado, um monte de gente em pé. Como infelizmente ocorre quase sempre, alguns jovens sentados, arrumados para ir pra festa (estamos na Semana da Moda) e trabalhadores, idosos e outras pessoas, cansadas devido à dura jornada ou ao peso da idade, em pé se equilibrando.
Com o tempo eu aprendi que se se libera um lugar para sentar perto de onde estás, convém aproveitar. Sem pensar duas vezes, vou lá e sento.
“Credo! Como assim? E os idosos? E as gestantes?”
Calma, posso explicar.
Mais de uma vez aconteceu que, quando um lugar se liberava, o tempo que eu levava para chamar a pessoa idosa e avisar que tinha um assento livre era maior do que o tempo que um “espertinho” praticamente “se jogava” no banco para garantir o seu lugar. Então, hoje em dia eu faço diferente. Eu sento. Sento e, sentada, ofereço o meu lugar. Às vezes até com “telefone sem fio”, cutuco uma pessoa e digo: “Podes chamar aquele senhor ali pra mim, por favor? Obrigada!”
Um episódio destes aconteceu justamente na viagem que comecei a descrever acima. Desta vez porém o desfecho, especialmente para mim, foi muito particular.
Como comentei logo acima, o ônibus estava lotado, várias pessoas em pé. Dentre elas, um casal. Um casal que se via que eram pessoas com dificuldades econômicas. A gente percebia. Sabem quando uma pessoa (a mulher) tenta se vestir bem, toda combinada, usar bolsa, etc, mas percebes que provavelmente mora na rua? Pois é. Já o homem, que depois soube que era sim seu marido, um senhor magrinho, já de barba e cabelos brancos, carregava uma mochila nas costas que parecia ser super pesada.
Quando entrei no ônibus eles já estavam lá. Sobe gente, desce gente, senta, levanta e eles lá. Até que eu consegui sentar. No que eu sentei, como sempre faço, olhei ao meu redor para decidir para quem eu iria oferecer o meu lugar. Chamei então aquele senhor e para que ele não se sentisse constrangido, comentei que sua mochila devia estar bem pesada, por isso estava lhe oferecendo o meu banco! O senhor me olhou e sorriu, com os olhos marejados. Me agradeceu, concordou que a mochila era sim bem pesada, mas me fez um pedido: “Se eu ñ me importava, ele preferia ceder o lugar para a sua esposa, que “não estava se sentindo muito bem”. E juro, fazia tempo que eu não via alguém assim tão agradecido por um gesto tão simples. Ficamos então os dois em pé, um ao lado do outro e começamos a conversar. Tenho certeza que o sorriso daquele casal, olhos marejados, irá sempre me acompanhar.

Resumindo um pouco da sua história: italianos. Faltavam 2 anos para completar 40 anos de serviço quando as coisas mudaram. Se viu aposentado, ganhando muito menos. Ficaram doentes, mais gastos. Por 28 anos pagou o “mútuo” (investimento) para ter uma casa própria. Hoje, ficaram sem nada. Ele e a esposa vivem na rua. Sempre emocionado, me conta como é difícil a vida nas ruas e como se envergonha de às vezes precisar pedir esmola. Para ele esta é a pior parte, porque é neste momento (palavras dele) que o homem perde a dignidade. E ele continua contando coisas sobre a sua vida, sobre o fato que às vezes comem coisas que ñ deveriam, mas precisam sobreviver (imagino que em alguns momentos foram buscar no lixo alguma coisa). Fala que está em tratamento de saúde, mas nem sempre consegue medicação. Percebo seu hálito com um inconfundível cheiro de álcool e falamos também sobre isto. Não, ele não estava bêbado ou algo parecido, mas muitas vezes, especialmente agora que começa a esfriar, a bebida acaba sendo um modo para se aquecer. Italianos, moradores de rua após uma vida inteira trabalhando. Talvez se não fosse pela mochila meio gasta e pelo chinelo de dedo que a senhora usava (que não combinava com o vestido), teriam passado despercebidos. Limpos, bem cuidados, ele a tratando com todo o carinho do mundo.
Chegou a hora de eu descer. Ele? Me agradeceu. Não me pediu nada, absolutamente nada. Eu comentei que, quem sabe, ainda iríamos nos reencontrar.
Depois de descer do ônibus, pensei que talvez eu pudesse ter feito algo mais por eles. Podia ter perguntado onde costumam ficar, o que precisam com mais urgência, enfim. Bem, mas nada é por acaso. Se tiver que ser, um dia nossos caminhos se cruzarão novamente e eu talvez possa fazer algo mais por estas pessoas que me deram a oportunidade de mais esta reflexão.

A proposito di tatuaggi

17 set

Non mi ricordo quando ho cominciato ad interessarmi ai tatuaggi. Probabilmente un sacco di persone, quando mi vede, non può neanche immaginare che una “proprio come me”, con il suo modo “dolce”, un po’ timido e riservato, può essere interessata a una “cosa” di questo tipo. In effetti, un commento che sento molto spesso è: “Ma il tuo tatuaggio è vero?”

Parlando di questo, la verità è ben altra. Per avere un’idea di come il mio interesse per i tatuaggi non è di oggi, basta ricordare che il tema della mia tesina di laurea della Facoltà di Psicologia è stato esattamente questo: i tatuaggi.

Col titolo “L’uso dei tatuaggi: il corpo come uno schermo di significati”, il lavoro,in un primo momento, discorreva su temi storici e culturali dei tatuaggi e in seguito faceva un’analisi più approfondita del suo simbolismo, con un focus analitico.

Nel periodo in cui scrivevo la tesina, ho potuto entrare  un po’ nel  “mondo dei tatuaggi”, visitando studi, conoscendo tatuatori e tatuati e imparando un po’ di più circa gli amanti di questa “arte sulla pelle.”

Il lavoro era un lavoro qualitativo e le conclusioni che ho raggiunto sono stati affascinanti, fino al punto di fare aumentare ulteriormente il mio gusto per i tatuaggi. Sì, forse la voglia di farmi fare un tatuaggio sia nata proprio lì.

Quindici anni. Quindici anni sono passati e solo ora  il tatuaggio è arrivato. Per una ragione o altra, ho passato 15 anni della mia vita a pensare che un giorno avrei fatto un tatuaggio. ( “Tatoo” per gli intimi).

Dubbi su in quale parte del corpo fare il tatuaggio, l’insicurezza sulla figura da scegliere, la paura di avere un rimpianto, l’insicurezza davanti alla parola “per sempre”.  Le ragioni pratiche e teoriche per chi ha voluto tanto tempo per che io facessi un tatuaggio  sono tante . Oggi mi rendo conto che oltre a quelle, ci sono anche ragioni legati a fattori emotivi, al “psi” Motivi legati molto di più al’anima che al corpo.

Quando ho scritto la mia tesi, la  cui la sintesi è stata pubblicata nella Revista Brasileira de Psicoterapia del Instituto Luis Guedes della UFRGS,  avevo “identificato” tre profili di persone che cercavano i tatuaggi. Oggi, comincio a chiedermi se non ci sarebbe un  quarto profilo, o addirittura se esistono tanti profili possibili quanto persone nel  mondo.

Il tatuaggio, come una persona che osservi (e che ti osserva) da lontano, come quel vicino che ha appena cambiato casa e non sai ancora se ti è simpatico oppure no,  si è avvicinata alla mia vita così, pian piano, senza fretta, passo dopo passo. È venuta, si presentò, mi ha raccontato un po ‘ della sua storia. Per anni, ogni volta che ci incontravamo nei corridoi della vita,  ci guardavamo , ci salutavamo, ci sorridiamo. E ognuna di noi seguiva  per la sua strada, ma sempre con un “a presto”, mai con un “arrivederci”. Fino al giorno in cui una decise di entrare nella vita dell’altra.

Impossibile negare che questo incontro ha avuto luogo nel momento migliore  e che ora capisco molto bene la ragione per cui tale “fusione” non si è verificata prima. Quante cose sono successe in questi ultimi 15 anni! Quanti cambiamenti, quante strade percorse, quante battaglie affrontate!

Non si può negare che il tatuaggio è un punto di riferimento, un simbolo che ci racconta non solo una, ma tante storie. Il significato è personale, simbolico, profondo e, soprattutto, mutevole. Perché sì, è  per sempre (oppure no), ma questo non significa che sia statica. No, non lo è. Il disegno può anche essere statico, ma il senso, il significato  che attribuisco può tranquillamente cambiare. Lo stesso vale per la scelta del luogo nel corpo dove è stato fatto.

Arriviamo quindi al nocciolo della questione: Marian (io) tatuata. Un tatuaggio non così piccolo come inizialmente si era immaginato, ma con molto più senso di quanto potessi pensare. Il lato del corpo, il destro per rappresentare il futuro, quello che verrà. La libertà,  la rinascita, un nuovo ciclo. Prendere il volo, rinascere … ampliare gli orizzonti, andare (e vedere) oltre le apparenze. E così via.

Una cosa curiosa di quando uno si fa un tatuaggio è che finisce per scoprire che un sacco di persone che non abbiamo mai immaginato che potessero avere dei  tatuaggi in realtà li possiede.  Cominciamo quindi a chiederci se per caso non stavamo entrando in quel “vizio” di giudicare, alimentando pregiudizi (preconcetti) e  stereotipi.

Quando ho deciso di farmi un tatuaggio ho seguito l’emozione, ma anche la ragione si è fata presente nella mia presa di decisione. Misurando i pro e i contro, i contro venivano cancellati automaticamente. Tra i “pro”, un di loro può essere considerato un po’ macabro per alcune persone: il fatto che, con il tatuaggio, se necessario, può essere più facile identificare il mio corpo. (Ma si può?). Il tatuaggio ha a che fare con l’identità, è come un’impronta digitale.

Avete presente quei film o teorie cospiratorie dove le persone hanno un chip su cui viene registrati tutta la storia della loro vita? La sensazione che il “mio” tatuaggio mi dà non è esattamente questo, ma è molto simile. Perché esse rivela molto su di me, basta saperlo leggere.

Mi ci sono voluti anni per decidere dove e cosa tatuarmi. Ho passato dall’idea iniziale di qualcosa di molto piccolo e nascosto fino ad un disegno leggermente più grande e più visibile. Metaforicamente parlando, anche la mia vita sembra essere stata così, inizialmente piccola, timida, nascosta, per pian piano andare  in fiore, conquistando il suo spazio, attraversando gli oceani, che volando alla ricerca e alla realizzazione dei sogni.

Oggi, quando guardo (nello specchio o nelle foto) la mia scapola tatuata, la prima cosa che viene in mente è: “Wow, quanto spazio libero lì dietro per altri tatuaggi!” (Forse la “leggenda” che chi si fa un tatuaggio, una volta è molto probabile che lo faccia ancora non sia proprio una legenda!)

Per concludere: ho appena letto che gli uccelli simboleggiano l’ispirazione, il misticismo, il Divino. Protezione, amore. Non avevo pensato affatto a questo proposito, ma confesso che ogni volta mi piace di più avere seguito la mia intuizione, anche nel cambiamento dell’ultimo minuto di un disegno all’altro! (Da una figura banale ad una che esprime la mia identità, che mi differenzia, mi toglie dal “luogo comune”)