Relatos de uma vida (Parte 11: um anjo enviado por Deus)

8 mar

Capítulo XI: Existem pessoas que parecem surgir “do nada”, mas na verdade são anjos enviados por Deus para nos ajudar na nossa missão!

Para algumas coisas não existe uma explicação lógica. São coisas que fazemos seguindo simplesmente o instinto, a inutição, ou chamem como quiser. Um dos episódios diz respeito à uma menina. Uma garota, suas irmãs, sua mãe, seu irmão, seu pai. Enfim, dizem respeito a uma inteira família. Uma família que iria surgir no caminho da personagem desta história e tornar-se inesquecível.
Era uma manhã e, como muitas outras, alguém tocara o interfone pedindo ajuda. Ela não tinha o costume de ajudar todo mundo que tocava o seu interfone, mesmo porque seria impossível. Mas, naquele dia, algo a impulsionou. Ela desceu as escadas, olhou para aquela menina, (uma moça aliás) e falou: “Eu não tenho o hábito de ajudar todo mundo, mas tu, não sei o motivo, mas fui com a tua cara. Eu vou te ajudar”.
Mal sabia ela que, dali, iria se instaurar algo muito especial. Como se aquela garota tivesse virado sua “protegida”, ela, por anos, a ajudou. Na época de Natal, preparava uma cesta especial, garantindo a ceia dela e da família. Com o tempo, conheceu as irmãs, depois a mãe que, curiosa e muito, muito emocionada, um dia, fez questão de ir agradecê-la pessoalmente, pela ajuda, pelo carinho, por tudo que ela, por um longo tempo, fez por eles. Trouxe umas roscas feitas em casa como forma de agradecimento. Falou no marido que, por ter tido um acidente, precisou parar de trabahar. Andava triste, deprimido. Espontaneamente, ela, a nossa personagem, o espírito do qual falamos nesta história, se ofereceu para ajudar. Afinal, como psicóloga, podia fazer algo ou, pelo menos, tentar.
E assim foi. Algumas consultas no consultórioos deixou mais tranquilos e, acima de tudo, mais confiantes. Eram realmente uma família “do bem”. E que delícia receber deliciosos pastéis quentinhos como forma de pagamento!
Aquele outro dia também foi interessante. O garoto, já adolescente, estava numa esquina pertinho da sua casa, vendendo morangos. Ela se aproximou e disse: “Tu és o filho da Jurema, irmão da Ana Paula, né?”. Que susto! Ele deu um “pulo”, olhou meio desconfiado, até ela se apresentar. Sim, era ele que, para ajudar a família, vendia morangos pela estrada. Com isto, permitia que as irmãs continuassem os estudos. E, no final do ano, eis que elas iam lá na casa dela, só pra contar do colégio.
Outra coisa que aquela família tinha de especial? Tantas. O fato de não serem insistentes, mas de entenderem quando ela dizia que, naquele dia, naquela semana, naquele mês, não teria como ajudar.
O momento mais marcante? Tantos, mas em especial o dia em que deu desencontro e a Ana Paula deixou um carta de despedida. Uma carta que ela levou para a Itália e que a emociona sempre. Não precisa nem reler, basta lembrar que as lágrimas brotam. Ela não esconde um pouquinho de tristeza pelo fato de não ter conseguido contatá-las quando esteve no Brasil. (Aquele número de celular, no qual as chamava ou do qual era chamada, não funcionava mais.)
Se ela pudesse exprimir um desejo, seria o de rever aquela família. Receber um abraço daquelas 3 meninas, daquele menino, daquela mãe e daquele pai, seria simplesmente maravilhoso.
Longe, muito longe, do outro lado o oceano. E ela segue pensando, lembrando, rezando por aquelas pessoas. Pessoas que surgiram “do nada” e que significaram tanto!
Surgiram “do nada”? Bem, existem controvérisas. E, um dia, já no plano espiritual, ela iria descobrir que, na verdade, aquela família teve um papel muito, muito importante no progeto de vida que ela mesma tinha traçado antes de encarnar.

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