Hora de mudar (de novo?)

20 abr

Pois é. No exato momento em que eu, mesmo sabendo que era algo temporâneo, começava a me sentir mais confiante, segura, e a me permitir voltar a fazer planos mais concretos, planos sobre o futuro, sobre a vida, eis que a “tal porta” começa a se fechar.

E obviamente, isto me leva a pensar, a questionar, a refletir. Sim, mais uma vez é hora de mudar. Mudanças fazem bem, eu sei. Mudanças acrescentam, mudanças nos fazem crescer, mudanças contribuem para que nos tornemos quem somos. Confesso porém, que às vezes eu gostaria que as coisas acontecessem com mais calma, ou pelo menos que eu pudesse ter um maior controle sob as mudanças que precisam acontecer.

Talvez alguns, no meu lugar, ficariam brabos, revoltados ou sentir-se-iam invadidos por uma tristeza sem fim. Sou humana sim, e tive meus momentos de tristeza, de lágrimas, de “não aguento mais”, de me dar conta do quão difícil tem sido, nestes últimos tempos, lidar, na minha vida, com questões ligadas a este aspecto. (O profissional). No entanto, quem me conhece sabe quais são as minhas prioridades, qual o meu modo de encarar a vida e, acima de tudo, conhece o meu “jeito otimista de ser”. Sabem que eu não acredito no acaso e que busco sempre encontrar algo de bom em tudo o que me acontece.

Embora tenha durado menos do previsto, esta experiência de lidar com crianças diversas e, acima de tudo, tão diferentes entre si, e diferentes de tantas outras crianças com quem eu tinha tido contato, me trouxe não apenas mais conhecimento. Não me ensinou apenas modos diversos de lidar com pessoas diversas ou de resolver problemas. Acima de tudo, me ajudou a conhecer um lado meu que eu antes desconhecia. Fez com que eu me desse conta de outros dons e capacidades que possuo (inclusive intuitivas), além de ter me ajudado a compreender que sim, eu também tenho limites, eu também me esgoto, eu também posso perder a calma diante de certas situações. (Embora isto dure apenas poucos segundos). Sim, este novo/velho trabalho durou menos do esperado, mas me fez aprender muito!

E chegou a hora de buscar uma outra estrada, um outro caminho, repensar, rever algumas coisas e, especialmente, voltar a pensar sobre o que eu quero para o meu futuro, o que vou fazer da minha vida.

Estudar vicia? Talvez. E a minha facilidade e amor pelas línguas me leva a buscar um novo caminho que, embora possa parecer completamente diferente, se o analiso de forma mais profunda me dou conta de que não, não é “tão” diferente assim!

Mediação linguística e cultural. Eis o que me atrai, eis o caminho que parece me chamar neste momento. Sim, tem a ver com trabalho de tradutor, intérprete, mas vai muito além disto. Porque, na minha visão, é um trabalho que pode ter muito a ver com a Psicologia, ou seja, seria um modo de indiretamente voltar a exercer a profissão que, aqui na Itália, per um ou outro motivo, me impedem de exercitar. Alguns poderiam me perguntar: como assim?

Simples! Em um País como a Itália, com tantos imigrantes, tanta gente de fora que veio para cá na esperança de uma vida melhor, ter alguém que conheça (e respeite) a sua língua, a sua cultura e, acima de tudo, o ajude a entender e ser entendido também do ponto de vista emocional, não é coisa pouca!

Porque sim, um mediador linguìstco-cultural pode trabalhar sim com turismo, ou traduzindo palestras, ou ajudando no comércio. Mas também pode ser aquela pessoa que ajuda as crianças estrangeiras a adaptarem-se à nova escola, ou que ajuda os estrangeiros nas consultas médicas, nos hospitais, nas casas de cura, nos hospices. Alguém que acolhe, que escuta, que compreende.

E como vai a minha vida neste momento? Procurando trabalho, um novo trabalho. Inclusive como baby-sitter, ou como tata. Ao mesmo tempo, pensando na possibilidade de fazer esta nova formação. Sim, neste momento é mais do que necessário tentar conciliar as duas coisas. Porque preciso trabalhar, preciso ter uma fonte de renda, inclusive para poder pagar a formação!

A boa notícia é que descobri um curso cujas aulas são à tardinha/noite, ou seja, existe sim a posibilidade de conciliar as duas coisas! Claro que pra entrar tem que passar nas provas, mas me sinto confiante. Agora então é batalhar, voltar a lutar, sem jamais perder a fé. Porque sim, tudo vai dar certo. Eu vou conseguir, eu sei. Tentando fazer a minha parte, renovando a minha fé.

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