Arquivo | agosto, 2012

Caminhar…

16 ago

A tal da hérnia faz com que eu tenha que caminhar de outro modo.  Nao, nao estou entortando a coluna, nem me curvando, nem me inclinando. De forma alguma. Sigo caminhando “normalmente”, porém, percebi que me sinto melhor se caminho com mais calma. Com passos mais lentos e mais curtos. Para mim, que sempre caminhei com passos longos e velozes, està sendo uma experiencia ìmpar e um grande aprendizado. Tenho aprendido a exercitar a paciencia e a tranquilidade também neste sentido. E, caminhando desta forma, tranquila e, acima de tudo, serena, quem sabe quantas coisas da paisagem irei notar, que sempre me passaram despercebidas!

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“Não pode carregar peso”.

16 ago

Que cargas tão pesadas serão estas que eu vinha carregando?

O que teria sobrecarregado o meu espìrito, a ponto do fìsico dar um grito para que eu parasse?

Seriam pesos desta e de quantas outras vidas??

Bem, talvez neste momento o mais importante não seja ver de quando ou de onde estas “cargas” vem, mas buscar um modo de alivià-las

Esta carga pode ser composta de tantas coisas!  Quem sabe, inclusive, de alguns espìritos obsessores, espìritos sofredores em busca de alìvio aos seus sofrimentos. Espìritos que, não tendo sido orientados, ou melhor, não estando em condições de entender ou de escutar as orientações, se “agrapam”, nas costas de um espìrito encarnado, chegando por tràs, com as mãos no pescoço e envolvendo a cintura e a àrea lombar com os pès. Conforme o movimento que o encarnado faz, o pés do desencarnado balança, dando “coices” atràs da perna, causando dor e formigamento.

Muitas (talvez quase todas) dessas “cargas” são minhas, eu sei. Inclusive e especialmente em se tratando de cargas a nìvel espiritual. Porque o fato de eu me considerar uma pessoa bastante esclarecida, não significa que eu o seja realmente. E, se alguns “irmãos” em sofrimento resolveram, do seu modo, me procurar, algum motivo tem. E então?

Então eu acho que, mais do que nunca, eu tenho acima de tudo que agradecer, pois certamente esta serà mais uma oportunidade que me foi dada de fazer algo para auxiliar o meu processo evolutivo. Depois, pedir. Pedir ainda mais paciencia, força, serenidade… E pedir muita luz, especialmente para aqueles, encarnados e desencarnados, que ainda sentem medo, angùstia e insegurança (como eu mesma?) de caminhar com as pròprias pernas. E caminhar sem os “pesos” de, quem sabe, provações anteriores.

Ah, sò pra finalizar: serà que todo mundo se dà conta do quanto a vida é metafòrica???

Refletindo sobre algumas coisas que acontecem conosco no Caminho da Vida

16 ago

Descobri que estou com uma hérnia de disco. Descobri que o “desconforto” que vinha sentindo nao era um “cutuque” do meu corpo me pedindo algo. Ou melhor, talvez ele até tenha me cutucado, e eu nao tenha sabido  ouvir. Entao ele gritou e, por alguns instantes, literalmente me “paralisou”. Impossìvel nao começar a pensar,a refletir sobre o que tudo isto pode significar, indo além da questao fìsica… ok, ok,,, a hérnia cresceu, migrou, entao pressionando o nervo, causando formigamento, anestesia, dor, etc, etc, etc… Mas… e o resto???

Hoje, enquanto me dirigia atè o prédio da médica generalista pra trentar descobrir os horàrios de atendimento, algumas reflexoes me vieram em mente. Agora, enquanto escrevo, outras idéias me passam pela cabeça.

Primeiramente, acho importante salientar o LADO do meu corpo em que està a lesao, o lado que, de uma hora para outra, “bloqueou”. Considero de extrema importancia o fato de eu me dar conta que quem “gritou” foi o lado esquerdo! O lado esquerdo està ligado mais com a emoçao, com o feminino, com a sensibilidade, e também com o passado. Resta sò eu me dar conta se algo do passado se bloqueou ou fui eu quem “bloqueei” algo no passado.

Falando em “bloqueio”, acho que é bem por aì o que o meu organismo estava tentando me dizer: talvez ficar “bloqueada”, mesmo que pouco, tenha a ver com falta de flexibilidade.  Importante salientar que o bloqueio passou, mas segue o desconforto,  significando que, obviamente, aquele foi sò um sinal, para que eu  prestasse mais atençao em alguma coisa, que talvez eu ainda tenha que descobrir o que é.

Eu podia até me questionar: “Falta de flexibilidade, eu?”. Sempre me considerei, ao contràrio, uma pessoa muito flexìvel, e que se adapta facilmente à novidades e às situaçoes diversas e adversas. Tanto é que, olha onde eu vim parar!

Comecei entao a pensar no “momento” em que isto aconteceu, e como anda a minha vida. E me veio em mente que, em um certo senso, talvez em alguns pontos de vista, eu nao esteja me peemitindo ser flexìvel, o que vem criando inùmeros bloqueios, que me causam angùstia, sofrimento, medo, insegurança… Sentimentos que acabam sendo pouco expressos, me boqueando por dentro e, agora, “por fora”.

O fato de eu ter sempre sido considerada uma excelente profissional, e de eu sempre ter amado muito a minha profissao, seja là no comecinho, com as crianças autistas, passando pelas gestantes, adolescentes, os pacientes de cabeça e pescoço, indo para a àrea da oncologia e chegando nos cuidados paliativos e, ao mesmo tempo, ter sido “blocada”  (ou bloqueada?) pela burocracia européia que ainda nao me permite voltar a trabalhar na àrea,  acabaram causando em mim um “bloqueio” profissional que acabou, agora que me dou conta disto, refletindo nas minhas atitudes de vida.

Quantas vezes falei, e até procurei, algo diferente pra fazer! Por que estou sem emprego todo este tempo? Porque estou “bloqueada”! Estava tao habituada a fazer o que eu fazia, e que eu fazia tao bem, que, olhando as ofertas de emprego que surgem, automaticamente, sou acompanhada de insegurança, medo e, talvez, também frustraçao. Baby-sitter, educadora, tradutora, intérprete, tata, etc,etc,etc…Mas eu tenho também que fazer o exame em Roma, entao, tem que ser algo part-time, preciso ter tempo livre para estudar, etc, etc, etc… Nao pode ser contrato longo, porque depois, quando puder exercer a profissao de Psicòloga, vou  ter que abandonar (estou certa disto?)sair, etc, etc, etc… Enfim… quantos impecilhos!!

Diante de tudo isto, me dei conta também do porque isto ter acontecido, entao, exatamente neste momento. Talvez eu precise aprender a ser mais flexìvel comigo mesma. Preciso aprender a exercitar a auto-aceitaçao. Quero dizer, aceitar que eu posso ir além daquela comodidade que eu tinha “acostumado”, e aceitar também, e especialmente, os meus medos, os meu erros, e me dar conta, também, que nisto tudo deve também ter muito acerto que ficou “esquecido” no meio do caminho! Que o “desacomodar” também faz bem!

Um exemplo de acerto? Bem…. supondo que tudo isto sao coisas  que eu teria necessariamente que passar, de uma forma ou outra. (Afinal, foi também uma minha escolha, no meu processo evolutivo)… bem, tendo em mente isto, eu  pergunto: A este ponto, nao é melhor que eu esteja “livre”, sem trabalho, pois aì posso me dedicar inteiramente aos meus cuidados e ao tratamento?? Isto pra nao falar na questao que justamente agora o Ste està entrando me férias, e assim, poderà me acompanhar na consulta com o especialista, etc, etc, etc….

Entao… este é um termo sobre o qual vou estar mais atenta daqui pra frente. Eu chamarei: flexibilidade emocional/espiritual.

Para finalizar, uma ùltima coisa: dizem que tudo tem o seu lado bom e o seu lado ruim. E é verdade. Mas cada um, se quiser, pode escolher o lado ao qual dar mais atençao.  Eu, por exemplo, reconheço os dois lados, mas procuro das enfase sempre no lado bom. Assim, quando acontece algo ruim, procuro ver o que aquilo pode me trazer de positivo, que pode ser desde pequenos detalhes, até coisas grandiosas. (Por exemplo, e se em vez do ciàtico a hérnia tivesse ido pro outro lado e pressionado a medula? Agora, ao invés de sentir os dedos do pé meio formigados, eu podia, sabe-se là, até  estar meio “paralisada”!)

Quando acontece alguma coisa boa, no entanto, eu nao fico me “preparando” como se algo de ruim estivesse pra acontecer! Por que? Porque, ao contràrio do que muitos alegam, eu nao acredito que “pensar no pior” ou que “lembrar do lado ruim” nos ajude. Reconheço  que pode até ser que as coisas tenham o seu lado ruim, mas sei que, se algo è para acontecer, acontece. Pensar no aspecto negativo, na parte ruim da coisa, me desculpe quem pensa diferente, mas pra mim, particularmente, nao ameniza o sofrimento. Ao contràrio, pensar em algo ruim ou negativo antes que aconteça, sò serve a criar angùstia e sofrer com antecedencia. Entao. Digamos que eu reconheço a existencia do lado ruim das coisas, mas nao o “atiço”, nao o “alimento”. Afinal, se ele tiver que “vir à tona” virà, independentemente da minha açao.  Quando assim for, eu o enfrento. Mas se decidir de nao aparecer… beh… eu o deixo là, mas nao o ignoro. Simplesmente nao faço dele, na història da minha vida, o personagem principal.

Bem,  que a VIDA possa ensinar à todos nòs a sermos mais flexìveis, especialmente conosco mesmos!!

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