Pra que tanto explicar??

2 mar

Quando somos criança as coisas são tão mais simples… Não entendo por que, à medida em que a gente cresce, cresce também a nossa mania de complicar.

Ok, ok… muitos irão me dizer. “Complicar, não. Explicar”.

Tá bom, tão bom… Mas então, pra que ficar buscando tanta explicação? Por que para tudo tem que ter um porque, um motivo, uma razão?

Por que será que é tão difícil aceitar as coisas, a vida, como ela é? Assim. Simplesmente assim, simples.

Estamos sempre na busca de respostas, teorias, explicações, como se estivéssemos sempre tentando construir um grande castelo de cartas. Quando parece que estamos chegando lá no finalzinho,sempre acontece alguma coisa. Uma rajada de vento, uma tempestade, ou simplesmente alguém que chega e dá um tapinha de leve no nosso castelo que, em poucos segundos, desaba, mais uma vez.O mesmo acontece com as nossas certezas, com as nossas convicções. E aqui, me refiro a nós no sentido individual, de cada um, e também num sentido mais amplo, de humanidade.

Claro, talvez os nossos “castelos” não desabem em uma fração de segundos, embora eu deva confessar que muitos dos conhecimentos da Física quantica bagunçaram os meus aposentos, me “desassossegaram” para usar a linguagem da Psicologia Social e que, mesmo que neste momento eu me sinta já UNA neste Universo Holográfico, isto não significa que eu, muitas vezes,não surpreenda  a mim mesma vagando por aí, de ponta cabeça.

Me ver como reflexo do mundo, e ver, no mundo, o meu reflexo. Impossível imaginar isto, acreditar nisto, sem acreditar em Deus. Me perdoem os mais céticos, mas cada vez mais, ciencia, física e espiritualidade caminham juntas… e, logo logo, mais paradigmas serão desfeitos, mais castelos irão ao chão.

Estou tentando lançar um desafio a mim mesma. Tentar não construir este castelo, não me circundar por muros de proteção. Porque eles protegem sim, eles nos fazem sentir seguros no meio de um mundo que, quando criança, sabíamos ser de fácil compreensão mas que agora, adultos, acreditamos ser um mundo confuso em todos os sentidos. Mas se protegem, por que entao eu não quero? Porque eles barram, separam, impedem. Impedem a possibilidade de viver, impedem a VIDA em toda a sua plenitude. Porque os muros fazem com que a vida, o mundo, se transforme em uma telenovela, e eu, tu, cada um de nós, em mero expectador. E eu, me perdoem, mas eu sou ambiciosa! Eu quero o papel de protagonista!!

A criança é protagonista da sua vida, seja na vida real, seja no seu mundo imaginário, seja no mundo espiritual, do qual traz consigo pedacinhos, até que vai, aos poucos se “adultificando”. Lembro que tinha um poeta, acho que Chaplin,  que dizia que a vida deveria acontecer ao contrário. Que devíamos “nascer velhos” e morrer bebês. A vida, neste caso, “terminaria” com a concepção. Seria, no mínimo, curioso. Até porque, na verdade, muitas vezes a criança é um espírito muito mais velho, sábio e evoluído do que o que está encarnado nos seus pais. A diferença, porém, é que, mesmo que a nível evolutivo a criança esteja, por assim dizer, “acima” dos seus pais, ninguém “volta pra trás, ninguém regride. Os espíritos se ajudam mutuamente, e juntos buscam o caminho da evolução. Os mais “adiantados”, servindo de guia e de fonte de inspiração. E por que, então, virem em corpos tão “frágeis”?

Ora, ora. Não é muito mais fácil se deixar convencer pela ternura do que pela ditadura?? Sem falar que ditadura, imposição, nada tem a ver com evolução, não é mesmo??

Quantas vezes a curiosidade nos faz questionar a vida, os porques, e quantas vezes tentamos imaginar o quanto estamos conseguindo realizar a missão que foi por nós mesmos escolhida para ser cumprida nesta existência!

Acredito que, em alguns momentos da vida, diante de determinadas situações, alguns se lamentam, outros enfrentam, outros se resignam. Mas devem ter também aqueles que, tendo conhecimento da Lei Maior, da lei Universal, se questionam: “Fui eu quem escolheu passar por isto? Mas… onde é que eu estava com a cabeça? Acho que exagerei ,hein?? Hum… vai ver eu queria dar uma acelerada na minha evolução”! Ou entao… “Nossa, devo ter sido uma pessoa que não sabia praticar o bem. Que bom que ganhei esta oportunidade, pois assim poderei me tornar realmente uma pessoa melhor”.

Convém lembrar que, sim, escolhemos o nosso caminho, a nossa estrada, o nosso destino. Também é importante lembrar que o esquecimento é fundamental para que nossa “tarefa” possa ser cumprida e, o mais importante (e que muitas vezes é alvo de interepretações erroneas): não, não é tudo predeterminado, não é que se fazemos “isto” acontece “aquilo”! Não é que não importa o que fizemos, no final dá tudo no mesmo! Existe uma coisa chamada LIBERDADE. Algo chamado livre- arbítrio!

As estradas são dadas. O caminho, é a gente que faz. E ele pode ser percorrido através de um dos caminhos já trilhados, ou a gent pode optar por construir um caminho novo. Ou, também, as duas coisas juntas.  Existem sim regras, e elas estão registradas em algum lugar dentro de nós.  O que não existe, desde que sigamos os nossos objetivos com o coração puro, são limites.

Então… já nem sei mais como concluir este texto, mesmo porque nem lembro direito como ele começou… Acredito que, como sempre, partiu de uma idéia, e depois acabou se transformando completamente. Mas em um certo sentido, não é justamente sobre isto que eu estava divagando? Sobre o se permitir ir construindo, destruindo e (re)construindo? Sobre o ir elaborando e (re)elaborando os próprios sonhos, o próprio destino, a própria vida?

Existem tantas metáforas para a vida que, se eu resolver colocar uma, corro o risco de me tornar repetitiva. Deixemos então as metáforas e as demais figuras de linguagem de lado! O fato é que, cada um que ler este texto (eu acho) irá tirar as suas próprias conclusões. Para alguns, aquilo que eu escrevi será, talvez, lógico. Para outros, estranho. Outros, ainda, julgarão “bonitinho”, ou uma “viagem total”. Pode ser até que alguns pensem que eu pirei de vez, ou que estava sob o efeito de drogas. Outros, que eu resolvi virar zen, sei lá. O que talvez nem todos se dêem conta è que, assim como progetamos muito de nós mesmos naquilo que produzimos, por exemplo, naquilo que escrevemos, também tem muito de nós no modo como entendemos aquilo que vemos, sentimos, ouvimos, lemos…

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