Arquivo | janeiro, 2012

Uma linda noite de inverno/ Una bella serata d’inverno

17 jan

Segunda-feira, 23:20hs. Depois de um concerto belìssimo de uma pianista canadese, saìmos do Conservatòrio para ir até a parada  do onibus.

Ao nos aproximarmos da saìda… brrr…. Gente… fazia um frio!!!! (Na ida jà estava frio, mas, na volta…Meu Deus!). Eu falava o tempo todo, porque parecia que se nao mexesse a boca o rosto congelava.

Enquanto estava  na parada, friccionava as maos (com luvas) e as colocava no rosto para me aquecer.

Durante o trajeto do Teatro até a nossa casa, eu, da janela do onibus, ficava observando os carros estacionados nas ruas. Que coincidencia, todos da mesma cor! Todos brancos. Competamente cobertos de gelo. E vento. Um vento gélido e que me deixava carregada de eletricidade. Tudo que eu tocava me dava choque. Uma coisa realmente impressionante!!!

Se paro pra pensar, talvez a temperatua nao estivesse “tao” baixa assim. O problema era a sensaçao térmica. E o fato que, uma semana antes, chegaram a fazer 10, 12 graus.

A noite passada, confesso, foi uma daquelas em que eu agradeci por ter calefaçao!! E em seguida pensei em todos aqueles que vivem nas ruas, ou em condiçoes precàrias. Lembrei também que pouco tempo atràs, doei uma baita sacola com roupas, e me dei conta que reconhecer e agradecer pelas oportunidades a nòs oferecidas, e pensar nos outros também durante as nossas preces, é um outro lindo e justo meio de oferecer ajuda.

Lunedì, 23:20 pm. Dopo un bellissimo concerto di una pianista canadese, siamo usciti dal Conservatorio per raggiungere la fermata dell’autobus.

Mentre ci avvicinavamo all’uscita … brrr …. Ragazzi miei!  Faceva un freddo!!! (All’andata era già freddo, ma al ritorno…Dio mio!) Ho parlato tutto il tempo, perché sembrava che se non lo facessi  la mia faccia diventerebbe congelata.

Mentre ero sulla fermata, strofinavo le mani (con i guanti) e le mettevo in faccia per scaldarmi.

Nel tragitto del teatro fino a casa nostra, io, dalla finestra del bus, restavo a guardare le auto parcheggiate per le strade. Che coincidenza, erano tutti dello stesso colore! Tutti bianchi. Completamente  ricoperti di ghiaccio. E il vento. Un vento freddissimo e che mi ha lasciata tutta carica di elettricità. Tutto quello che toccavo, mi faceva la scossa. Una cosa davvero impressionante!

Se mi fermo a pensare, forse la temperatura non era “così” bassa. Il problema era la sensazione termica. E il fatto che nella settimana prima avessero fatto dieci, dodici gradi.

Ieri sera, confesso, è stata quella in cui ho ringraziato per avere il riscaldamento! E subito dopo ho pensato a tutti quelli che vivono in strada o in precarie condizioni. Ho anche ricordato che, non molto tempo fa, avevo donato sacchetto pieno di vestiti, e mi sono accorta che riconoscere e ringraziare per le opportunità che ci offrono, e pensare agli altri anche durante le nostre preghiere, è un altro bello e giusto modo di  offrire aiuto.

Cidade fantasiada/ Città travestita

17 jan

Casale Monferrato, uma certa manha de janeiro. A cidade amanhece fantasiada de branco. Como se quisesse transformar aquele momento em um momento ùnico, de cartao postal. Caminhar pelas ruas, era como estar dentro de um quadro, ser um personagem dos sonhos dos mais nobres pintores. E o sol?? O sol se fantasiou de lua!! Uma linda e brilhante lua cheia!! Talvez quisesse descobrir por que a sua querida irma desperta nos seres humanos tantos variados sentimentos. Talvez ele, grande Rei, na sua sabedoria, tenha, deste modo, adquirido uma sensibilidade ìmpar. Quem sabe. Talvez, deste dia em diante, com os seus raios, além de calor, transmitirà aos homens raios de sensibilidade e emoçao.

Casale Monferrato, una mattina di gennaio. La città si sveglia travestita di bianco. Come se volesse trasformare quel momento in un momento unico, di cartolina postale. Camminare per le strade, era come essere dentro di un dipinto, essere un personaggio dei sogni dei più nobili pittori. E il sole? Il sole si era travestito di luna! Una bella luna piena e luminosa! Forse voleva scoprire perché la sua cara sorella risveglia nell’uomo tanti sentimenti contrastanti. Forse lui, il grande Re, nella sua saggezza, ha così acquisito una sensibilità unica. Chi lo sa. Forse, da questo giorno in poi, con i loro raggi, oltre a calore, trasmetterà agli uomini raggi di sensibilità ed emozione.

Tomando um chima e refletindo… Escrito no dia 02/01/2012

4 jan

Segundo dia do ano, dia cinzento, eu em casa, pensando nos planos,. Tendo idéias, observand, pensando. O tempo ùmido e cinzento serve de convite ao primeiro chimarrao do ano de 2012! Vou là, preparo, e decido de colocar no papel aquilo que eu estava refletindo. Vou escrevendo o texto por partes, porque, como a maioria das mulheres, nao consigo fazer apenas uma coisa por vez.

Estava observando as gotas de chuva, que pareciam ter se solidificado nos galhos das àrvores  que enxergo da janela da sacada. Nao via gotas, mas pérolas. Sim, pérolas! Redondas, brilhantes e com uma cor que parecia meio prata. Uma imagem divina, que tentei imortalizar fazendo uma foto com o celular. No entanto,  eram tao sutis que nao creio ter conseguido captar. Nao com a foto. Com o meu olhar, no entanto, as imortalizei.

Um pouco antes de vir escrever este texto, conversei com a querida amiga Odessa, que me falou sobre os presentes que a mae natureza nos oferece, todos os dias. E ela tem razao… Pena que, muitas vezes, deixamos de ver! Quantas vezes nos fazemos de cegos para detalhes tao importantes, detalhes que, na verdade, contém o TODO!
Aliàs… sobre as tais gotas…Talvez para ou outros, sejam simplesmente gotas de chuva, que, sabe-se là por que ficaram penduradas nos galhos. Pra mim, sao jòias.  E, como eu acredito que o modo da gente enxergar as coisas tem tudo a ver conosco, com nosso momento, com nossa personalidade e nosso modo de encarar a vida, fica impossìvel nao dar uma de curiosa e perguntar, perguntar a si mesmo (no meu caso, a mim mesma): “O que isto quer dizer?”. E a resposta, obviamente, està dentro de cada um.

Dia de chuva tem este “poder”, ainda mais quando estamos em casa. Nos faz ou ir pra cozinha, ou ir pra cama dormir, ou ler, ou refletir, em companhia de nòs mesmos. Estar sò em companhia dos pròprios pensamentos de vez em quando sò faz bem!!

E uma outra coisa que eu venho pensando jà faz um tempinho, è sobre o estilo e a qualidade dos relacionamentos. Tenho pensando muito nisto, e em como, com certeza, a uniao tem também a ver, e muito, com afinidades, sincronicidades e com a missao de cada um neste plano, neste mundo, nesta vida. Tenho pensado muito, confesso, porque eu e o meu amor (o Ste) vivemos em uma intensa harmonia. Vira e mexe aparecem alguns conflitos, obviamente, e que sao resolvidos rapidamente. Aprendemos, com o tempo, a nos conhecermos, e a lidar com as diferenças. Eu, tentando ser menos estabanada e mais organizada, e ele, tentando perder menos  a paciencia se por acaso deixei a jarra d’àgua virada pra esquerda ao invés da direita, ou se coloquei o queijo na prateleira errada da geladeira… (os exemplos nao sao necessariamente concretos, mas abstratos). Vejo também a nossa relaçao com os filhos dos nossos amigos, e confesso que adoro o fato que, o menino que o Ste sempre  cuidou, agora nao se dirige apenas a ele, mas a mim, aos dois… Sem falar que é super divertido ver o Ste com as crianças.. .geralmente temso dificuldade em perceber se, quem està se divertindo mais sao as crianças ou è ele. Uma criança grande! (E bem que as crianças se dao conta, e, cà entre nòs, se aproveitam disso!)

Bem, mas na verdade tenho pensando na questao “relacionamento” nao tanto me referindo a nòs. Eu simplesmente na consigo entender como os nossos vizinhos conseguem brigar tanto!! Sei que cada um tem seu jeito, e que os casais devem encontrar o seu modo de se harmonizarem. Fico chateada em ver (ouvir) um casal tao jovem (acredito que tenham no màximo 30 anos, provavelmente menos) brigar tanto! Praticamente todos os dias, vàrias vezes por dia. Manha, tarde, noite, madrugada… Sempre com direito a gritos, xingamentos, bateçoes de porta… Até no primeiro dia do Ano!! Sinto tanto por eles, mas o que posso é mentalizar harmonia.

Hoje eu também estava pensando na questao de procurar um trabalho. Mas o que? Pensei em baby-sitter, tata (talvez menos impegnativo), acompanhante de idosos. Também pensei em algum trabalho de traduçao, ou de de repente até ir atràs de trabalho em uma agencia de viagens. Beh…por hora, idéias, pouca inspiraçao, mas muita esperança de que as coisas irao fluir, também do ponto de vista profissional.

Retomando também os estudos, pra famosa prova de Roma me dou conta da quantidade enorme de conteùdos. Resolvo, a partir deste momento, adotar uma estrategia alla Seicho-no-ie. Ou seja, agradecer.

Falando em agradecer, hoje também falei, via msn, com uma ex paciente. Que me fez lembrar do grupo, de como faço bem para as pessoas e de como sentem a minha falta.  Tive notìcias lindas, e algumas mais doloridas. E percebi que até as notìcias ruins, em um certo sentido, me fizeram bem. Porque o estar longe fisicamente nao significa estar longe com o coraçao. E se permitir viver, ainda que com atraso, também certos momentos de dor e apreensao, é, a meu ver, necessàrio. Aliàs… serà que é com atraso mesmo??

O tempo… o que é? Ele existe, afinal?? Tenho tentando mudar meu conceito de tempo, e confesso que apesar de ter feito muitas leituras e reflexoes acerca la sua inexistencia, é, para mim, ainda um paradigma que gera dùvidas e traz grandes desafios.