Alla carissima zia Renée!

17 jan

Ah, amata zia, che privilegio avere una zia così… così mamma! Una zia così presente nella mia vita, già da prima che nascessi, ti ricordi? In effetti, mia madre mi ha detto che anche un corso di preparazione per il parto avevi fatto, nel caso io avessi  deciso di nascere in aereo. E il primo bagno? Ed eri tu che mi accompagnavi alle lezioni di balletto. E le passeggiate a Porto Alegre, sia nella mia infanzia che nell’adolescenza!

Lo spettacolo di Marisa Monte, te lo ricordi? Lì al Salão de Atos della UFRGS!

La tua compagnia durante i miei primi anni di Università (tu e Bibi che vi alternavate).

Che dire di quella volta che sei venuta a trovarmi qui in Italia? Ho ancora il video di te che giri con il tallone appoggiato  sulle palle del toro!

Tornando un po ‘indietro nel tempo, ricordo quando mi aiutavi a colorare i disegni della scuola, ricordo noi che giocavano a carte, a Scarabeo, ecc. 

Ti ricordi quando mi sono ammalata (epatite) e passavi la maggior parte della giornata a farmi compagnia, senza paura di essere contagiata? Ok, ho sempre indossato dei guanti, ma comunque…

In effetti, un altro ricordo che ho di quel periodo è del nonnino, che, approfittando dei vostri momenti di distrazione, andava di nascosto fino alla mia stanza per spiarmi e vedere come stavo. Caro nonnino!

Zia, sei la persona senza figli con più figli che io conosca! Tanto sei mamma, che mi chiami  figlia! Ma non sei solo madre mia!

Essere madre non significa avere un figlio o adottare un bambino!

Non fraintendermi! Questo è sì essere madre, ma essere madre va molto oltre. Tu sei madre dentro! Sei madre nella tua anima, sei una madre nel tuo cuore! Sei una madre quando ti preoccupi se tuo fratello ha preso il cappotto, se tua sorella ha mangiato troppo, se tuo nipote si è messo il casco prima di partire in moto. Sei madre quando in un certo modo decidi di “abbandonare” la tua vita per, come ho detto prima, accompagnare tua nipote nella sua nuova vita nella capitale. Comunque.

Questi sono solo piccoli esempi di fronte a tanti atteggiamenti che ti rendono più madre di tante madri sparse in giro!

Ah zia, stavo pensando a tanti posti che siamo andate insieme! Ricordi quando siamo andate lì nel Ceará mentre mia mamma era in Europa? E i nostri tour a Porto Alegre, alcuni già citati e tanti altri! E che dire del nostro viaggio a Perugia!!

Amata zia, oggi (15 gennaio) è il tuo giorno! Un giorno molto speciale che verrà ricordato con grande affetto! 93 anni!

93 lezioni? Se tornassi indietro nel tempo e mi mettesse a contare, credo che le lezioni che ho imparato da te sarebbero molto più di 93!

Fra tante lezioni, con te ho imparato ad amare. Ho imparato a donarmi, ho imparato a mettermi nei panni dell’altro, ad aiutare senza aspettare niente in cambio. Ho imparato che la felicità si costruisce giorno dopo giorno e che possiamo diventare persone migliori secondo dopo secondo.

Grazie per il privilegio di averti nella mia vita!

So che quest’anno la tua festa in un certo senso potrà sembrarti un po ‘più solitaria, ma sono sicura che questa è solo una sensazione. Sebbene non possiamo vedere con gli occhi del corpo, in un modo o nell’altro, con gli occhi dell’anima, o dello spirito, possiamo vedere, mentre ti facciamo gli, che cantando insieme a noi sono anche presenti, intorno a te, il noninno, la nonna, zia Mary, Mary Beatris, zia Rina, zio Paulo, zio Chico, zio Waldyr, che ti offre una rosa, la “Vicina” Dona Eleonor e il signore Opilhar e, proprio lì al tuo fianco, con la mano appoggiata delicatamente sulla tua spalla, il nostro caro Bibi che, sorridendo in quel modo che è  solo suo, ti aiuta a spegnere la candela, dopotutto, il suo compleanno è appena passato e come al solito, ha voluto festeggiarlo insieme al tuo!

Buon compleanno amata zia e quando arriverà l’inverno, ti abbraccerò personalmente! Ricevi il mio bacio e un affettuoso abbraccio! Con amore, Marian

Articolo originale scritto il 15 gennaio.

À querida tia Renée!

15 jan

Tia Renée!

Ah, tia amada! Que privilégio ter uma tia assim tão… tão mãe! Uma tia tão presente na minha vida desde antes de eu nascer, lembra? Aliás, minha mãe me contou que até um cursinho fizeste caso eu decidisse nascer dentro do avião.

E o primeiro banho? As idas ao balé, os passeios em Porto Alegre, tanto na minha infância quanto na minha adolescência! O show da Marisa Monte, lembra? Lá  no Salão de Atos da UFRGS! A  tua companhia durante os meus primeiros anos de faculdade (tu e o Bibi que se alternavam).

E aquela vez que vieste me visitar aqui na Itália? Ainda tenho guardado o vídeo em que apareces rodando com o calcanhar nas bolas do touro!

Voltando  um pouco no tempo, lembro  quando me ajudavas a colorir os desenhos da escola, lembro da gente jogando cartas, palavras cruzadas, etc.

Lembra de quando eu adoeci (hepatite) e passavas grande parte do dia a fazer-me companhia, sem medo de ser contaminada? Tudo bem, eu usava luvas o tempo todo, mas mesmo assim. Aliás, outra lembrança que eu tenho daquela época é do noninho, que aproveitava vossos momentos de distração e vinha escondido até o quarto me espiar. Amado do noninho!

Tia, tu és a pessoa sem filhos com mais filhos que eu conheço! És tão mãe que inclusive me chamas filha! Mas não és mãe só minha não!

Ser mãe não tem a ver com gerar o filho ou com adotar uma criança não!
Não me entendam mal. Ser mãe é  isso sim, mas vai muito além.

Tu és mãe dentro! Tu és mães na alma,  és mãe no coração! Tu és mãe quando te preocupas se teu irmão pegou o casaco, se tua irmã exagerou na comida, se teu sobrinho colocou o capacete antes de sair de moto. És  mãe quando decides de certa maneira abandonar a própria vida para, como citei anteriormente, acompanhar a tua sobrinha na sua nova vida na capital.

Enfim. Esses são apenas pequenos exemplos diante de tantas atitudes que te tornam mais mãe do que tantas mães que andam espalhadas por aí!

Ah tia, estava pensando agora em tantos lugares que fomos juntas! Lembra de quando fomos lá  para o Ceará enquanto a mãe estava na Europa? E nossos passeios em Porto Alegre, alguns já citados anteriormente e tantos outros! E a viagem para Perúgia então?

Tia amada, hoje é o teu dia! Um dia muito especial que vai lembrado com muito carinho! 93 anos! 93 lições?

Se voltasse no tempo e começasse a contabilizar, acredito que as lições que aprendi contigo seriam muito mais do que 93! Entre outras coisas, contigo aprendi a amar. Aprendi a me doar, aprendi a me colocar no lugar do outro, a ajudar sem esperar algo em troca. Aprendi que a felicidade vai sendo construída dia após dia e que podemos nos tornar pessoas melhores segundo após segundo. 

Obrigada pelo privilégio de te ter na minha vida!

Sei que este ano  a tua festa em um certo sentido talvez seja um pouco mais solitária, porém eu tenho certeza de que isto não passa de uma sensação. Embora não possamos enxergar com os olhos do corpo, de uma forma ou de outra, com os olhos da alma, ou do espírito, podemos enxergar, enquanto te cantamos os parabéns, que a cantarte os parabéns também estão presentes, ao teu redor, o  noninho, a nona, a tia Mary, a Mary Beatris, a tia Rina, o tio Paulo, o tio Chico, o tio Waldyr, que te oferece uma rosa,  a “vizinha” Dona Eleonor e o seu Opilhar e,  bem ao teu lado, com a mão delicadamente apoiada no teu ombro, o nosso querido Bibi que, sorrindo, daquele jeito dele, te ajuda a apagar a vela, afinal, o aniversário dele acabou de passar e como de costume, ele quis comemorá-lo junto com o teu!

Feliz aniversário tia amada e quando o inverno por aí chegar, estarei indo pessoalmente te abraçar!

Recebe o meu beijo e um afetuoso abraço!
Com carinho,
Marian

Falando sobre um livro.

14 jan

Não tenho o hábito de dar dicas de leitura neste blog, mas o último livro que li me deixou marcas tão profundas, que não poderia deixar de comentar. Não apenas sobre o livro em si, mas também sobre como ele chegou às minhas mãos e o momento em que eu, “sem querer querendo”, como dizia o saudoso Chaves (Esteja em paz, senhor Roberto Gómez), decidi lê-lo.

Antes de falar sobre o livro em questão, gostaria de falar um pouco sobre os outros livros deste mesmo autor e como ele passou a fazer parte da minha “lista de favoritos”.

Há muitos anos, num meu aniversário, uma prima muito querida me deu de presente um livro cujo título traduzido era: “A última grande lição “. Cabe aqui uma reflexão sobre esta tradução. De um lado, nos leva já a pensar, a refletir… seria uma antecipação do conteúdo?  Por que “última”? Teria a ver com aposentadoria, com mudanças de caminho, mudanças de vida?  Teria a ver com finitude, com morte ?

O que me levou a questionar o título da obra em português foi o fato que a obra original em inglês se intitula “Tuesdays with Morry”, ou seja, “Terças-feira com Morry” e  em italiano, por exemplo, foi traduzido como: “I miei martedì col professore”, ou seja, “As minhas terças com o professor”.

O que vocês pensam a respeito? Vocês escolhem a obra pelo título? E neste caso, qual delas escolheriam?

Bom, este livro não fala sobre UMA lição, como aquelas que aprendemos nos bancos da escola. Ele nos fala sobre a vida, sobre oportunidades, sobre tantas coisas… (Só lendo para saber). O engraçado é que, na época em que ganhei o livro, nunca tinha ouvido falar (ou tinha feito pouco caso) sobre a doença que acometeu Morry, ou seja, o “professor”. (OPS..spoiler!!! Foi mal). Anos depois, seria uma das doenças por mim estuda durante a minha formação em Cuidados Paliativos.  (Outro spoiler).

Bom, depois destes “spoilers”, tanto vale ler o livro!

Alguns anos se passaram e, passeando por uma livraria, me deparei com um outro livro deste mesmo autor. Comprei, li (devorei) e, como tinha acontecido com o outro, fiquei emocionalmente tocada.

A questão central deste livro era, em  um certo sentido,  ligada  à morte. Porém, o tema principal, a meu ver, era a espiritualidade. Além disso, oferecia ótimas oportunidades de reflexão. Oportunidade de olharmos para dentro de nós mesmos, bem como para a vida que tínhamos conduzido até aquele momento. Oportunidade de pararmos e pensarmos… quem eu me tornei?  Que caminhos escolhi para mim e quais ainda deverei escolher?

Este livro mostrava o quanto tudo no Universo está interligado e, parafraseando Chico Xavier, de certa forma nos mostrava que não temos como mudar o passado, mas temos sim como reconstruir o nosso futuro.

O livro sobre o qual eu gostaria de comentar vem depois desse…Aliás, recomendo que leiam este antes. (Na verdade não é  obrigatório, mas o entendimento fica BEM melhor!).

Este segundo livro aliás acabou virando filme. Um filme lindo, mas vão por mim: leiam o livro!

Ah, já ia esquecendo de dizer o título: “As cinco pessoas que você encontra no céu”.

Foi este livro aliás que, anos depois (de novo) fez chegar às minhas mãos o livro: “La prossima persona che incontrerai in cielo “. Tudo porque, procurando a versão em italiano de “As cinco pessoas que você encontra no céu” para presentear  uma querida amiga no Natal, acabei me reparando com a sua dita “continuação”. E é sobre este livro que eu gostaria de falar.

Vocês devem estar cansados daquele discurso que eu faço a toda hora, daquelas duas frases que parecem fazer parte de mim, como se eu as tivesse “introjetadas”, como se escorressem pelas minhas veias: “Nada acontece por acaso” e “Tudo vem no momento certo”.

Peço desculpas, mas mais uma vez elas farão parte do meu discurso!!

Eu tinha comentado anteriormente que encontrei este livro quando estava à  procura daquele “precedente”, para dar de presente de Natal a uma amiga. O que eu não tinha comentado, no entanto, é  que isso aconteceu em dezembro de…2018! Livro comprado, por um motivo ou outro (outros livros para serem lidos, o fato de baixar livros no Kindle, enfim), acabei pegando o dito livro para ler há alguns dias apenas, ou seja, em janeiro de 2021!! Como eu sempre digo, no entanto, tudo vem no momento certo!!

Embora a história narrada muito provavelmente seja simplesmente fruto da imaginação do autor, ela acalentou meu coração. Quando um livro, mais do que te oferecer a capacidade de  te colocares no lugar da personagem, te oportuniza repensar questões inerentes não só à  tua própria existência, mas também à  daqueles que amas, é  porque foi escrito com amor. E é  com os olhos e o coração cheios de amor que deve ser lido.

Acredito que a nossa sensibilidade e o momento que estamos vivendo pode influenciar a maneira como ‘enxergamos” as coisas, bem como a capacidade que elas têm de nos atingir e de nos proporcionar mudanças.

Estou vivendo um processo de luto. Uma “perda” que é difícil definir se era esperada ou não. Isto porque inúmeros fatores se contrapõem e se contrastam. Este porém não é  o tema deste texto.  Se por ventura alguém quiser aprofundar este tema, basta ler o texto intitulado “Milagres”, escrito por mim em dezembro.

Pois bem. O fato que eu “bati o olho” neste livro, lá misturado com os outros na prateleira, quase esquecido no meio de tantos outros, exatamente agora, não foi um caso. Embora meu amado tio, enquanto encarnado, não tenha lido este livro, tenho a sensação que teve um “dedinho dele” ali.

Não sei se eu tivesse lido este livro em um outro momento, o teria interpretado da mesma forma, nem se ele teria significado tanto, nem se teria mexido tanto  comigo emocionalmente. O que sei é que, seja diretamente por obra do Bibi, seja pela ação dos  nossos mentores espirituais, ter lido aquelas páginas exatamente neste momento, contribuiu para que eu pudesse seguir vivendo o meu processo de luto em um modo  muito mais leve.

Para concluir: Um livro ao mesmo tempo leve e profundo, que explora conceitos da espiritualidade, da filosofia e da Física quântica . Que nos faz compreender o quanto tudo é  interligado, e que cada um de nós é  uma minúscula (porém indispensável) parte de um desenho maior. 

“Porque tudo aquilo que fazemos deixa uma marca na vida dos outros, e cada um de nós ocupa um lugar importante  no “grande desenho” que nos une. Bastaria simplesmente “levantar os olhos e abraçar com o olhar aquele horizonte aonde cada fim esfuma em um início e cada indivíduo se funde com um todo que o ilumina” in: La prossima persona che incontrerai in cielo. (Tradução minha)

Bibi, questo testo è per te!

14 jan

Caro Bibi!
Oggi è il tuo compleanno! Quest’anno festeggi in un’altra dimensione, ma sempre circondato di amore! Certamente, ci sono lì con te molti spiriti che ti augurano ogni bene, spiriti che se ne erano andati prima di te. Ah, Bibi! Quanta “saudade”, quanti ricordi!

Ti penso ogni giorno. Non in modo ossessivo, semplicemente ci sono tante cose nella vita di tutti i giorni che non posso fare a meno di associarle a te! Cose semplici, a volte anche banali. Ieri, ad esempio, la semplice azione di pelare un mandarino mi ha ricordato che a casa nostra eri sempre tu che sbucciavi i mandarini per mia mamma e zia, in modo che loro non  restassero  con l’odore sulle mani!

In effetti, succede spesso che io ricordi un episodio vissuto da o con te e mi metta a sorridere. Questo però succedeva anche prima, quando tu eri a Caxias e io qui in Italia.

Anche se in teoria tu ora sia ancora più distante, la verità è che ti sento molto più vicino. Vivendo in un paese diverso da anni, nel giorno del tuo compleanno io solitamente non potevo essere presente concretamente, ma solo tramite una telefonata o una videochiamata.

Ora non posso chiamarti, ma ti ho sognato e questi sogni mi fanno così bene! Voglio (proprio così, col verbo usato nel presente), voglio credere che questi siano incontri che facciamo nella spiritualità, mentre il mio corpo riposa. So che prima o poi questi incontri diminuiranno (la stessa cosa è successa con il nonnino, anche se qualche giorno fa, in uno dei miei sogni, lui si era fatto presente). Spero però di poterti incontrare tante volte ancora! Sono degli incontri così pieni di gioia e affetto!

Non so se ci vedremo stasera. Forse sarai impegnato, a festeggiare con tanti spiriti di luce affini, il “nonnino”, la nonna, la zia Mary, la Mary Beatris, i tuoi cognati, zii, zie, cugini, amici di quest’ultima incarnazione e soprattutto quel gruppetto di amici inseparabili, pieno di storie da raccontare!

Forse stasera assisterai ad un “Concerto Celeste”, Beethoven, Schubert, Vivaldi, Verdi, Mozart, Pachelbel e tanti altri, più o meno noti. Forse, per ricordare i vecchi tempi, tu e i tuoi amici, per celebrare quelli che sarebbero stati i tuoi 92 anni qui sulla terra, avete deciso di “plasmare” nella vostra forma più giovane e andare a recitare lo spettacolo “O Cavalinho Azul” in una di quelle colonie spirituali piene di bambini.

Anche se oggi non ci vedremo, so che sei sempre con me, trasmettendo la tua gioia, il tuo affetto e il tuo amore.

Oggi invece sono io che voglio darti un po’ del mio amore e augurarti tanta luce, tanta pace e che tu possa avere la comprensione necessaria per continuare la tua missione, ora su un altro piano!

Bibi, tantissimi  auguri per questo giorno speciale! E grazie per questo amore che va oltre la vita!
Ci vediamo!

Marian

Bibi, este texto é para ti!

14 jan

Querido Bibi!
Hoje é teu aniversário! Este ano, estás comemorando em outra dimensão, mas sempre cercado de amor! Com certeza, estão aí contigo muitos espíritos que te querem bem e que tinham partido antes de ti.


Ah, Bibi! Quanta  saudade, quantas lembranças!
Penso em ti todos os dias. Não de forma obsessiva, simplesmente existem muitas coisas no dia a dia que não tem como não associar a ti! Coisas simples, às  vezes  até banais. Ontem por exemplo,  a simples ação de descascar uma bergamota me fez lembrar que lá em casa eras sempre tu que descascavas as bergamotas para amãe e para a tia, para que elas não ficassem com cheiro nas mãos! Aliás, vira e mexe tem alguma episódio  que eu lembro e começo a sorrir. Isto, no entanto, acontecia também antes, quando tu estavas em Caxias e eu aqui na Itália.

Embora teoricamente tu agora estejas ainda mais distante, a verdade é que te sinto bem mais perto. Morando em um país diverso,  há anos, no teu aniversário,  eu não podia estar presente concretamente, mas apenas através de um telefonema ou de uma chamada de vídeo. Agora não posso te telefonar, mas tenho sonhado contigo e esse sonhos me fazem tão bem!

Quero acreditar que são encontros que fazemos na espiritualidade nas horas em que o meu corpo repousa. Sei que mais cedo ou mais tarde esses encontros diminuirão (aconteceu o mesmo com o noninho,  se bem que alguns dias atrás, em um dos meus sonhos, ele novamente se fez presente). Espero no entanto poder te reencontrar muitas vezes ainda, afinal, são encontros repletos de tanta alegria e afeto!

Não sei se esta noite iremos nos encontrar. Talvez tu estejas ocupado, festejando junto à tantos espíritos de luz afins que tinham partido antes de ti, o noninho,  a nona, a tia Mary, a Mary Beatris,  os teus cunhados, tios, tias, primos, amigos desta última encarnação e em especial aquele grupo de amigos inseparáveis e cheio de histórias para contar!


Talvez, esta noite, tu estejas assistindo um concerto Celestial, Beethoven, Schubert, Vivaldi, Verdi, Mozart, Pachelbel e tantos outros, mais ou menos conhecidos. Talvez, para relembrar os velhos tempos, tu e teus amigos, para celebrar o que  seriam os teus 92 anos aqui na terra, tenham decidido se “plasmarem” na vossa forma mais jovem e irem se apresentar com a peça “O Cavalinho Azul” em uma daquelas colônias espirituais repletas de crianças!


Enfim, mesmo que hoje a gente não se encontre, sei que estás sempre comigo, me transmitindo a tua alegria, o teu afeto e o teu amor. Hoje, sou eu que quero te transmitir um pouco do meu amor e te desejar muita luz, muita paz e que possas ter o entendimento necessário para dar continuidade à  tua missão, agora em outro plano!


Parabéns Bibi por esse dia especial! E obrigada pelo amor que perspassa as existências!
A gente se vê!

Com carinho da tua so(m)brinha Marian

P.S: Acabo de encontrar um outro “tema” para escrever… logo logo, mais lembranças da nossa relação serão postas no papel!

Per mia madre!

6 jan

Mia amata! Oggi la giornata ė tua, tutta tua!

Stavo pensando a cosa avrei potuto scriverti. Sono già state dette così tante cose, e ci sono tante altre che forse non ti ho mai dette…

Ormai da12 anni che abitiamo lontani migliaia di chilometri di distanza. In circostanze come questa le parole hanno un potere ancora maggiore…

Ogni sillaba è come un bacio che ti do sul viso e che dura a lungo, ogni frase pronta ha la forza di un abbraccio pieno d’amore.


Quando provo a descrivere le tue caratteristiche, è come se mi stessi trasportando lì e, con te davanti a me, mi mettesse a descrivere tutto ciò che sei capace di trasmettermi semplicemente attraverso il tuo sguardo. Così, senza aver bisogno di parole. Senza nessun tipo di rumore. Solo il tuo sorriso e quel bagliore di lacrime trasformati in emozione, già dicono tutto di te….

La cosa divertente (o dovrei dire “magica”?) è questa: 1: quando ho iniziato a tracciare queste righe, non avevo idea di cosa avrei scritto; 2: mentre scrivo, ti sento vicina, molto vicina …


Qualche anno fa ho scritto un testo col titolo “70 motivi per amarti”, o qualcosa del genere … quella “lista” era un riassunto, la mia ammirazione e il mio amore per te attraversano le esistenze.

Questa volta, però, forse perché mi manca l’ispirazione o forse perché non voglio diventare ripetitiva, invece di “parlare” di quanto sei unica, sincera, sensibile, amichevole, oltre ad essere una madre meravigliosa, una zia spettacolare , una brava streghetta la cui magia ed energia ci fanno stare così bene, uno spirito pieno di luce e gentilezza, qualcuno che mi ha insegnato a vedere sempre  il lato buono nelle cose e nelle persone, una persona con cui imparo ogni giorno … beh, invece di parlare solo di cose che ormai sarai stanca di sapere, ho deciso di postare qualche foto. (A proposito,  ricordami che nel mio prossimo viaggio in Brasile vorrei portare qui i miei album fotografici o digitalizzarli e salvarli su una chiavetta USB)

Allora, mia amata madre: il mio tributo a te, nel tuo 76 ° compleanno, è questa piccola raccolta di foto. TUTTE foto nostre. Io e te, tu ed io … in momenti diversi, in luoghi diversi, ma sempre (e solo) noi.

Quest’anno, questo è stato il modo in cui ho scoperto di poterti abbracciare. Per ora ti abbraccio virtualmente, mentre attendo che le cose si normalizzino, così che possiamo abbracciarci personalmente!

❤Buon compleanno carissima mamma! ❤
❤Feliz aniversário mãezinha amada!❤
Ah … guarda l’ultima foto … ci somigliamo oppure no? Io penso proprio di sì!

Marian

P.S: le “didascalie ” (?) delle foto potete trovare nella versione originale del testo, o sia, quella in portoghese!

Para a minha mãe!

5 jan

Minha amada!

Hoje o dia é teu, todinho teu!

Fiquei pensando no que poderia te escrever. Tantas coisas já foram ditas, tantas outras talvez ainda eu precise te dizer…

Já faz quase 12 anos que moramos há milhares de quilômetros de distância. Em circunstâncias como esta, as palavras detém um poder ainda maior… Cada sílaba é como o beijo demorado que dou no teu rosto , cada frase pronta tem a força de um abraço carinhoso.

Quando busco descrever as tuas características, é como se eu me transportasse até aí e, contigo na minha frente, começasse a descrever tudo aquilo que simplesmente o teu olhar é capaz de me transmitir. Transmitir assim, sem palavras. Sem emitir nenhum som . Só o teu sorriso e aquele brilho das lágrimas convertidas em emoção , já dizem tudo….

O engraçado (ou eu deveria dizer “mágico “?) é que: 1: quando comecei a traçar estas linhas, não fazia a mínima ideia do que iria escrever; 2: à medida em que escrevo, te sinto perto, bem perto…

Há alguns anos escrevi um texto tipo…”70 motivos para te amar”, ou algo assim… aquela “lista” era um resumo, minha admiração e amor por ti perpassam as existências.

Desta vez, no entanto, talvez porque me falte inspiração ou talvez porque não quero me tornar repetitiva, ao invés de “falar” sobre o quanto és uma pessoa única, verdadeira, sensível, amiga, além de ser uma mãe maravilhosa, uma tia espetacular, uma bruxinha boa cuja magia e energia nos fazem tão bem, um espírito repleto de luz e bondade, alguém que me ensinou a ver o lado bom das coisas e das pessoas e com quem aprendo a cada dia … bom, ao invés de ficar discorrendo sobre coisas que deves estar cansada de saber, resolvi postar algumas fotografias. Aliás, isso me fez lembrar que na minha próxima ida ao Brasil eu preciso ou trazer meus álbuns de fotos pra cá, ou digitalizar os mesmos e gravá-los em um pendrive.

Então, minha mãe amada: minha homenagem para ti, neste teu 76° aniversário, é esta pequena coletânea de fotos. TODAS nossas. Eu e tu, tu e eu… em diversos momentos, em diversos lugares, mas sempre (e somente) nós.

Este ano, esta foi a forma que eu encontrei para poder te abraçar . Te abraço então virtualmente, enquanto espero que as coisas se normalizem, para que possamos nos abraçar pessoalmente!

❤Buon compleanno carissima mamma!❤

❤Feliz aniversário mãezinha amada!❤

Ah… olha a última foto… somos ou não somos parecidas? Eu acho que somos sim!😉

Marian

Momentos gourmet! Mãe e filha parceiras de comilança!
Nós e a natureza…Porque junto contigo, todos os lugares são mágicos!

Sorrisos em todas as estações
Podia ser um antes e depois, mas é só pra lembrar o quanto amamos o mar!
Jardins, teatros, paisagens…a tua energia…
Com nosso espírito de aventura, não existe tempo ruim!
O sol, o céu, o verde, o lago…
Cada momento contigo é único e especial!
Um sonho meu, que sonhamos juntas!
Preparando o meu buquê do casamento… indo juntas ao local da cerimônia. Porque aquele momento especial também era teu !
Azeitonas? Alguém falou azeitonas?
Duas fofuras!❤🥰

Ultimo giorno dell’anno!

31 dez

Ultimo giorno dell’anno. Giornata delle retrospettive. Nei media, sui social, dentro di noi. Tendiamo, nell’ultimo giorno dell’anno, a guardare indietro, a riflettere, a pensare. Questo, per molti versi, è stato un anno molto, molto particolare. Un anno difficile, che passerà (letteralmente) alla storia. Chi di noi avrebbe potuto immaginare che avrebbe vissuto un momento della Storia dell’Umanità che sarà sicuramente registrato nei libri? Quando sono venuta a vivere qui in Italia, la mia percezione degli eventi che hanno avuto luogo durante le due grandi guerre (soprattutto la seconda) è diventata molto più profonda. Come se si potesse sentire “nella pelle” l’esperienza vissuta (e subita) dai nostri antenati.
Ricordo una volta quando io e Paolo, il ragazzo con cui lavoro, prendemmo un taxi. L’autista, già una certa età, ci ha raccontato la sua storia. Da bambino era andato a giocare in un giardino vicino casa. Mentre giocava lì, la sua casa è stata bombardata. Ha perso l’intera famiglia così, in un colpo solo.
Non dimenticherò inoltre di quando ho visitato il Museo dell’Olocausto, alla Stazione Centrale. Ma torniamo al presente.
Entrare a “far parte della Storia” dovrebbe farci sentire bene. Purtroppo  però non sempre ė così. La nostra generazione passerà ai libri come quella che ha dovuto combattere una pandemia. Una pandemia che ha portato problemi di diversa natura: medici, sociali, economici, culturali. Una pandemia che ha causato più morti che quelle causate dalle guerre, una pandemia che inizialmente sembrava risvegliare in ognuno di noi il nostro lato più umano. Revisione di valori, nuove priorità. Con il passare dei mesi, tuttavia, ciò che abbiamo visto di più sono stati sentimenti come disperazione, rabbia, egoismo, individualismo, persone che mostravano un lato che prima era sconosciuto. “Maschere” che cadevano  (metaforicamente parlando), mentre le maschere chirurgiche facevano sembrare tutti uguali. Ricchi, poveri, brasiliani, cinesi, europei …
Sì, è stato un anno pesante. Estremamente pesante. Molti dicono che è stato un anno di pulizie, epurazioni. Immagino il pianeta Terra come un essere vivente (ed è) che sta lasciando l’adolescenza, per entrare nel mondo degli adulti. Un adolescente con i brufoli, che improvvisamente ha deciso di spremerli tutti in una volta. Ha fretta. Accidenti alle cicatrici!
Confesso che tutto ciò che stiamo vivendo mi ha fatta diventare  ancora più sensibile e preoccupata. I piani furono rinviati, i sogni postergati. Tuttavia, vivevo, mi adattavo. Quando mi avevano domandato qual era la parte più difficile della pandemia, avevo commentato che  era non poter andare a trovare la mia famiglia, in particolare il mio amato zio e la mia cara zia. Mi riferivo soprattutto a loro perché, di età avanzata, non sapevo quante volte avrei potuto abbracciarli ancora. Ecco. Quasi come una premonizione, uno di questi abbracci non si ripeterà mai più. Almeno non in questa vita. Perché alla vigilia di Natale, il mio amato zio ci ha lasciato. Tra l’altro, lui ci ha lasciato per un motivo che non aveva assolutamente nulla a che fare con la pandemia, facendoci vedere che ci sono cose “oltre” il virus.
Mi scuso se ultimamente i miei testi stanno diventando ripetitivi. Loro riflettono sempre il momento che sto vivendo. Sono sempre un po’ terapeutici. Ed è normale che ora facciano parte di un processo di lutto. Entrare nel nuovo anno è fare il lutto dell’anno passato. Questa volta, però, il mio “lutto” è molto più concreto. Ho già subito altre perdite. Molte. O forse non così tante. Questa, però, è avvenuta in circostanze molto diverse e forse proprio per questo motivo la necessità di parlarne di più. O parlare di più di lui. Ci sono molte cose che potrei (e vorrei) dire su di lui. Questo, tuttavia, potrebbe non essere il testo più adatto. Arriveranno altri testi. Qui, lascio solo qualche riflessione.
Con il passare dei giorni, mi rendo conto sempre più che dovrei esserne grata. Grata per tanti momenti felici che abbiamo condiviso.
Mi rendo anche conto che, sebbene possa sembrare una dicotomia, dovrei essere felice. Felice perché la persona che amo così tanto è partita per il mondo spirituale senza aver attraversato lunghi periodi di sofferenza. Perché la sua prova più difficile è stata di breve durata. Perché è andato incontro a spiriti così amati che se ne sono andati prima di lui.
Ho l’abitudine di cercare di vedere il buono in tutto ciò che accade. Sì, è deciso! Questa volta non sarà diverso
Bibi non aver dovuto attraversare il dolore fisico ed emotivo di essere bloccato in un letto, praticamente incapace di muoversi e dovendo dipendere dagli altri per chissà quanto tempo, deve essere un motivo per essere grato! Dobbiamo essere capaci di vedere la disincarnazione di Bibi come una benedizione, non una maledizione!
Che possiamo vedere il momento in cui lui è disincarnato come il momento ideale. Uno come lui, sempre tranquillo, sempre discreto … ci ha lasciati in un momento in cui non sono ammesse confusioni o agglomerazioni.
Uno come lui, appassionato di musica … se n’è andato nell’anno in cui Beethoven avrebbe compiuto 250 anni.
Uno come lui, sempre così presente nella vita di ognuno di noi … se ne andò solo dopo essere stato sicuro che saremmo stati bene. (Credo sia per questo che è rimasto qui con noi ancora per un po’ anche avendo subito un incidente così grave).

Comunque … tutto accade al momento giusto e per qualche motivo. Oltre alla “retrospettiva”, un’altra cosa che tendiamo a fare, l’ultimo giorno dell’anno, sono dei piani e delle promesse per l’anno a venire. Piani che spesso finiamo per rimandare, promesse che finiscono per essere dimenticate. Ogni anno, pensiamo: questa volta sarà diverso. Ecco. Per l’anno a venire, farò una promessa a me stessa: in onore di chi mi ha amato come una figlia, in onore della mia amata madre, del mio amato marito, della mia famiglia, degli amici che amo così tanto, ma soprattutto in onore di me stessa, prometto che nel 2021, così come negli anni a venire, sarò felice. Cercherò il bene in tutto ciò che possa accadere. Cercherò di vedere il buono nelle persone, cercherò di mettermi nei panni dell’altro. Nessun giudizio, nessuna grande pretesa. Cercherò di accettare le cose che non posso cambiare. Cercherò di vivere un giorno alla volta. Non aspetterò un momento speciale o particolare per dire alle persone quanto li amo e quanto sono importanti per me. Lo farò tutto il giorno, tutti i giorni. A volte con le parole, a volte con i gesti, a volte con pensieri, vibrazioni o preghiere. E soprattutto, cercherò di rendere ogni giorno migliore del giorno prima. Che arrivi 2021, portando con sé salute, amore, prosperità, pace e … il vaccino!
Marian

Último dia do ano!

31 dez

Último dia do ano. Dia das retrospectivas. Na mídia, nas redes sociais, dentro de nós mesmos. Temos a tendência, no último dia do ano, a olhar para trás, a refletir, a pensar.
Este, sob vários aspectos, foi um ano muito, muito particular. Um ano difícil, que entrará (literalmente) para a história.
Quem de nós imaginou que viveria um momento da História da Humanidade que certamente ficará registrado nos livros?
Quando vim morar aqui na Itália, minha percepção sobre os fatos ocorridos durante as duas grandes guerras (especialmente a segunda) ficou muito mais profunda. Como se pudesse sentir “na pele” a experiência vivida (e sofrida) pelos nossos antepassados.
Lembro uma vez em que eu e o Paolo, o menino com quem trabalho, pegamos um táxi. O motorista, já com uma certa idade, nos contou a sua história. Ele criança, tinha ido brincar num jardim perto de casa. Enquanto lá brincava, sua casa foi bombardeada. Perdeu a família inteira assim, de uma só vez.
Também não vou esquecer da visita ao museu do Holocausto, na Estação Central. Mas voltemos ao presente.
“Entrar para a História” deveria ser uma sensação boa. Infelizmente, nem sempre é assim. Nossa geração entrará para os livros como aquela que precisou lutar contra uma pandemia. Uma pandemia que trouxe problemas de diversas ordens: problemas de ordem médica, social, econômica, cultural. Uma pandemia que causou mais mortes do que a guerra , uma pandemia que inicialmente parecia despertar em cada um de nós o nosso lado mais humano. Revisão de valores, prioridades. Conforme os meses foram passando, no entanto, o que mais vimos foram sentimentos como desespero, raiva, egoísmo, individualismo. Pessoas que mostravam um lado antes desconhecido. Máscaras que caíam (metaforicamente falando), enquanto máscaras cirúrgicas tornavam todos iguais. Ricos, pobres, brasileiros, chineses, europeus…
Sim, foi um ano pesado. Extremamente pesado. Muitos dizem que foi um ano de limpeza, de purgação. Imagino o planeta Terra como um ser vivo (e o é) que está saindo da adolescência, para entrar no Mundo Adulto. Um adolescente cheio de espinhas, que de repente resolve espremê-las todas de uma vez. Ele tem pressa. Que se danem as cicatrizes.
Confesso que tudo aquilo que estamos vivendo me deixou sensível e preocupada. Planos foram adiados, sonhos postergados. No entanto, fui levando, me adaptando.
Questionada sobre a parte mais difícil da pandemia, comentei que era não poder ir encontrar a minha família, especialmente meu amado tio e minha querida tia. Falei especialmente neles porque, de idade avançada , eu não sabia quantas vezes ainda poderia abraçá-los. Pois é. Quase como uma premonição, um destes abraços não irá mais acontecer. Pelo menos não nesta vida. Porque na véspera de Natal, meu tio tão amado nos deixou. Nos deixou aliás por uma razão que não teve absolutamente nada a ver com a pandemia, nos fazendo enxergar que existem coisas “para além” do vírus.
Peço desculpas se ultimamente meus textos estão se tornando repetitivos. Eles refletem sempre o momento que estou vivendo. Têm sempre um quê de terapêutico. E é normal que neste momento façam parte de um processo de luto.
Entrar no Novo Ano é fazer o luto do ano que passou. Desta vez, no entanto, meu “luto” é muito mais concreto.
Já sofri outras perdas. Muitas. Ou talvez nem tantas assim. Esta, no entanto, se deu em circunstâncias muito diferentes e talvez por isso a necessidade de falar mais sobre ela. Ou sobre ele.
Existem muitas coisas que eu poderia (e gostaria) de falar a seu respeito. Este, no entanto, talvez não seja o texto mais indicado para isso. Outros textos virão.
Aqui, apenas alguma reflexão.
À medida em que os dias passam, mais me dou conta de que eu deveria ser grata. Grata por tantos momentos felizes compartilhados. Também percebo que, embora possa parecer uma dicotomia, eu deveria estar feliz. Feliz porque aquele a quem tanto amo partiu para o Mundo Espiritual sem ter passado por longos períodos de sofrimento. Por a sua provação mais difícil ter sido de breve duração. Por ele ter ido ao encontro de espíritos tão amados que tinham partido antes dele.

Tenho o hábito de buscar ver o lado bom em tudo aquilo que acontece. Sim, está decidido! Não vai ser diferente desta vez! O Bibi não ter precisado passar pela dor física e emocional de ficar preso a uma cama, praticamente sem poder se mexer e dependendo dos outros por sabe-se lá quanto tempo, deve ser um motivo para agradecer!
Que possamos ver o desencarne do Bibi como uma benção, não uma maldição!
Que possamos enxergar o momento em que ele desencarnou como o momento ideal. Alguém como ele, sempre na sua, sempre discreto… partiu em um momento em que não são permitidas confusões ou aglomerações.
Alguém como ele, apaixonado por música… partiu no ano em que Beethoven faria 250 anos.
Alguém como ele, sempre tão presente na vida de cada um de nós… partiu apenas depois de ter a certeza de que ficaríamos bem. (Acredito tenha sido por isso que ele permaneceu mais um tempo aqui conosco, mesmo tendo sofrido tão grave acidente).
Enfim… tudo acontece no momento certo e por alguma razão.
Além da “retrospectiva”, outra coisa que tendemos a fazer, no último dia do ano, são planos e promessas para o ano vindouro. Planos que muitas vezes acabam adiados, promessas que acabam esquecidas. A cada ano, pensamos: desta vez, será diferente.
Então. Para o ano vindouro, farei uma promessa a mim mesma: em homenagem àquele que me amou como uma filha, em homenagem à minha amada mãe, ao meu amado marido, à minha família, aos amigos que tanto amo, mas especialmente em homenagem à mim mesma, eu prometo que em 2021, bem como nos anos vindouros, serei feliz. Buscarei o lado bom em tudo aquilo que possa vir a acontecer. Buscarei ver o lado bom das pessoas, procurarei me colocar no lugar do outro. Sem julgamentos, sem maiores pretensões. Buscarei aceitar as coisas que não posso modificar. Tentarei viver um dia de cada vez. Não esperarei um momento especial e particular para dizer às pessoas o quanto as amo e o quanto são importante para mim. O farei o dia todo, todos os dias. Às vezes com palavras, às vezes com gestos, outras, com pensamentos, vibrações ou orações. E, acima de tudo, tentarei fazer de cada dia melhor do que o dia anterior.
Que venha 2021, trazendo consigo saúde, amor, prosperidade, paz e…a vacina!

Marian

Miracoli

26 dez

“Per coloro che hanno fede, non è necessaria alcuna spiegazione. Per chi non ha fede, nessuna spiegazione è possibile “(Tomas de Aquino)

Questa è una storia vera.

Quando quel sabato matina ho trovato sul mio cellulare un messaggio di mia mamma chiedendomi a che ora poteva chiamarmi, ho già saputo che era successo qualcosa. Solitamente sono io quella che prende l’iniziativa di telefonare. Lei, per “non disturbare”, in particolare dovuto alla nostra diferenza di fuso orario, di solito scrive, o lascia dei audio messagi. Così, ho deciso di fare una video chiamata, perché fosse la notizia che fosse, avevo bisogno, in quel momento, di uno “scambio di sguardi”.

Mio zio. Il mio amato zio, quello zio / padre, sempre così presente nella mia vita, era stato investito da una machina ed era in condizioni molto gravi in ​​ospedale. Braccio rotto (omero completamente lussato), gamba rotta, bacino fratturato in più punti, polmone perforato, commozione cerebrale …

Non riesco a descrivere quale sia stata la parte più angosciante per me in quel momento. L’immaginazione è fertile e, nella mia mente, la “scena” dell’incidente continuava a formarsi. (Per quanto ne sappiamo, stava attraversando il passaggio pedonale. Sembra, tuttavia, che fosse una strada molto trafficata).

Oltre a questo, non potevo fare a meno di associare l ‘”incidente” di mio zio a quello che aveva portato mia nonna nel mondo spirituale molti anni prima. Sì, mia nonna è stata investita davanti alla chiesa, uscendo dalla messa. E ora, il suo unico figlio maschio aveva vissuto una situazione molto, molto simile. E, un’altra volta ancora, è stato mia madre quella a ricevere la notizia “in prima persona”. Logicamente, il mio pensiero è andato immediatamente a lei. Un altro “colpo” nella sua vita! Che calvario!

Mi sono messa immediatamente in preghiera, chiedendo soprattutto che il mondo spirituale lo proteggesse, perché non soffrisse, perché egli non meritava di soffrire. Parlando poi con una carissima amica, eravamo sicure, visto la brava persona che lui è, che, al momento dell’incidente, era stato aiutato dai messaggeri di luce sul piano spirituale. Che lo raccolsero, facendo in modo che il suo spirito e il suo perispirito non sentissero la forza dell’impatto. Infatti nelle mie preghiere ho chiesto anche questo: che non avesse sentito il “dolore” del colpo. (Una cosa non del tutto impossibile, poiché immagino che la forza del colpo poteva essere andata oltre ciò che l’organismo fosse in grado di sopportare in termine di dolore).

Ho provato a fare di tutto per andare in Brasile. Quello che volevo di più, in quel momento, era essere vicina alla mia famiglia. Sentivo il bisogno di poter dirgli addio, di poter “vivere il lutto”. Allo stesso tempo, ricordai l’ultima volta che avevamo parlato. Lui tutto contento, mi ha detto che aveva una “sorpresa”. Poi, mi ha fatto vedere una sua fotografia, con sopra la testa la corona di un re. (Sì, era andato a conoscere il Chateau Lacave!). Abbiamo riso, scherzato. Ho commentato che era diventato “re”. Egli ha riso e ha detto di no. Ho poi commentato: “Che peccato! Mi sentivo già una principessa! ” Sì, Bibi. Per me, sei sempre stato e sarai sempre un re”.

Avevo già tutto organizzato per andare in Brasile, ma un dettaglio “piccolo”, ma importante, me lo ha impedito: il coronavirus.

Alla vigilia del giorno in cui avrei confermato l’acquisto del biglietto, ho ricevuto una chiamata. Era il fidanzato di mia cognata, che lavora all’ospedale. In una conversazione di quasi 1 ora, mi ha raccontato la grave situazione che stavamo affrontando in questo periodo. Per riassumere: le possibilità che io, anche faccendo la massima attenzione, finissi per contrarre il virus e, quel che è peggio, trasmetterlo alla mia famiglia, in particolare a mia madre e mia zia (che sarebbero le uniche persone con cui avrei avuto un contatto più diretto) erano molto alti. Così, il mio viaggio in Brasile, invece di essere un bene, potrebbe finire per causare ancora più disagi.

Restare in Italia in quel momento è stata una delle decisioni più difficili della mia vita. Mi sono ricordata di un testo che avevo scritto durante il primo lockdown, dove dicevo che in quel momento il “distanziamento” era la più grande prova d’amore. “Allontanarsi adesso, per poter riabbracciarsi in futuro”. Ebbene, era giunto il momento per me di mettere in pratica ciò che in teoria avevo sostenuto così tanto! (Adesso invece, mentre metto queste parole sulla carta, continuo a pensare: ho detto che se fosse andata in Brasile avrei sempre tenuto le distanze, ma sarei davvero riuscita a non abbracciare mia madre?)

Non potendo andare in Brasile, non potendo stare insieme per sostenere la mia famiglia in un momento così difficile e doloroso, mi chiedevo come avrei potuto, anche da lontano, aiutare. È stato allora che ho avuto l’ispirazione. Ho chiesto aiuto spirituale.

Cercando su internet  “Servizio di pronto soccorso spirituale”, “Servizio remoto”, ho trovato diversi canali e ho finito per optare per uno che aveva un modulo online. Ho compilato il modulo, chiedendo aiuto e protezione per il mio caro zio. Ho chiesto che fosse assistito. Ho chiesto che la volontà di Dio prevalesse. Chiesi che il suo spirito e il suo perispirito fossero guariti e che non soffrisse, perché, da brava persona che è, non meritava di soffrire. L’ho consegnato a Dio. Non ho chiesto la guarigione fisica, ma che tutto andasse per il meglio.

Prima di proseguire col mio racconto, vorrei parlare un po’ della questione “cura”. Sono d’accordo con Ippocrate quando dice che non possiamo curare il corpo senza curare l’anima. Allo stesso modo, credo che la vera cura, la vera guarigione, sia “dall’interno verso l’esterno”. Non ha senso guarire il corpo se non guarisco l’anima, lo spirito. E in quel momento, quello che chiedevo era che il suo spirito potesse essere guarito. Il resto sarebbe stato una conseguenza.

Nonostante l’avviso che la risposta poteva impiegare molto tempo per arrivare, vista la situazione attuale (pandemia, molte richieste, ecc.), ho subito ricevuto un ritorno. Abbiamo ricevuto l’indicazione di realizare il “​​Vangelo a casa” per 8 giorni consecutivi, con la lettura del capitolo VI, “Il Cristo consolatore”. Il mio amato zio sarebbe stato operato dal Dr. Humberto Silva, assistito dal team del Dr. Bezerra. Verrebbero effettuati tre interventi, con un intervallo di una settimana tra ciascuno di loro.

Da quel momento in poi, ci siamo uniti ancora di più in una grande “catena di bene”. Per riassumere un po’ quello che è successo, basta che sapiate quanto segue:

Dopo il primo intervento del Piano Spirituale, in un nuovo esame, i medici hanno scoperto che le lesioni cerebrali di mio zio erano diminuite in modo spettacolare. I medici, ammirati, dissero che la cosa più “comune” nei pazienti con quel tipo di lesione era che peggiorassero col tempo, non che regredissero!

Dopo il secondo intervento, ha lasciato la terapia intensiva. Tutti erano sbalorditi! I medici stavano pensando di provare a rimuovere il respiratore. Per questo, hanno detto alla famiglia che stavano pensando di fargli una tracheotomia, in modo che lui potesse respirare meglio. Prima però hanno voluto fare una prova.Tolsero il respiratore e, per la sorpresa di tutti, lui iniziò a respirare normalmente. La tracheotomia non era necessaria!

Il giorno del terzo intervento, stavano valutando la possibilità che tornasse a casa. Tuttavia, hanno notato un gonfiore molto grande al piede e, con ulteriori test, hanno scoperto che era rotto. (Se fosse stato a casa, sarebbe dovuto tornare in ospedale. Così gli era stata risparmiata un’altra sofferenza)

In considerazione del miglioramento delle sue condizioni cliniche, ha potuto sottoporsi a due interventi che si erano resi necessari. Quindi è stato operato al piede e, pochi giorni dopo, alla spalla. Prima però, sveglio, ha registrato un videomessaggio per mia madre. Inoltre, anche io, tramite video, ho potuto parlare con lui, che mi ha riconosciuto subito. (Beh, amato zio … quando sarei andata a trovarvi? Non appena il virus se ne fosse andato, non appena il vaccino me lo avesse permesso).

Il giorno prima del suo ritorno a casa, le sue condizioni peggiorano ancora. Febbre, difficoltà respiratorie, problemi renali. I batteri lo avevano infettato.

Accidenti, ho pensato. Appena arrivato in ospedale, la più grande preoccupazione, a causa dell’entità delle ferite, era che potesse contrarre un’infezione ospedaliera. Ma ora … ora, le cose sembravano stessero andando così bene! Il mio amato cuginogli aveva addirittura tagliatounghie e capelli … cioè, sembrava essere pronto per un “nuovo inizio”.

Non posso negare che la notizia, all’inizio, mi abbia lasciato molto scossa. L’angoscia e l’ansia di mia madre nel darmi la notizia le si leggevano negli occhi. Lei, che aveva passato la settimana di corsa a provvedere a tutto il necessario affinché lui, a casa, potesse essere assistito nel miglior modo possibile. Così ho deciso di cercare un nuovo orientamento.

Vedendo cosa era successo l’altra volta che avevo chiesto aiuto spirituale, questa volta ho dovuto fare uno sforzo maggiore per augurare, dal profondo del mio cuore, che fosse fatto ciò che era meglio per lui. Naturalmente, il mio desiderio era che avesse un miglioramento fisico e potesse tornare a casa. Che potesse restare qui con noi più a lungo possibile. Tuttavia, una tale richiesta sarebbe stata egoista, dopotutto, la priorità dovrebbe essere l’assenza di sofferenze.

Questa volta la risposta è arrivata ancora più rapidamente. Il piano spirituale avrebbe eseguito altre 3 operazioni su di lui. Una è già accaduta. Le  altri saranno il 26 dicembre e il 2 gennaio. Questa volta i medici incaricati saranno il ​​Dr. Antonio Risoleto Neto e il Dr. Carlos Bertoni. (Sempre con l’assistenza del team del Dr. Bezerra). Noi continueremo con la pratica del Vangelo a casa. Anzi, un altro gesto d’amore di Bibi. Grazie a lui, abbiamo introdotto l’adorazione del Vangelo a casa.

Indipendentemente da ciò che potrebbe accadere nei prossimi giorni, continueremo a offrire le nostre preghiere, soprattutto nei giorni delle operazioni. Non so se nelle date indicate lui sarà ancora qui con noi, o se sarà tornato nella Patria Spirituale. So, tuttavia, che la chirurgia li aiuterà a guarire. Che i dottori della Sfera Superiore guariranno il suo spirito e tornerà a casa sano. Qualunque essa sia.

 (Lui, in un video, aveva detto a mia madre: “Presto tornerò a casa”. Qui resta la domanda: cosa intendeva veramente  per “casa”?)

Tutta questa storia ha suscitato molte riflessioni.

Mio zio ognitanto parlava di morte. Non nel senso di “voglio morire”, ma ne parlava con molta tranquilità. Parlava del tempo che  aveva vissuto, di tutto quello che aveva fatto nella sua vita e che, quando l’ora di partire fosse arrivata, lui sarebbe stato pronto. Quello che non voleva, invece, era restare “bloccato in un letto”, “creare problemi o disagi agli altri”. Ancora una volta, le sue parole riflettevano il modo in cui è stata condotta tutta la sua vita: nella ricerca di un equilibrio tra vivere la sua vita e aiutare gli altri.

Forse subito dopo l’incidente fosse già pronto a disincarnare. Tuttavia, è possibile che svegliarsi direttamente “dall’altra parte”  potesse lasciarlo confuso e disturbato. O forse no.

C’è un lato di me che crede che questo miglioramento improviso sia stato per causa nostra. Immagino che durante il periodo in cui è stato sedato, con il corpo addormentato, il suo spirito sia andato là nel mondo spirituale e che abbia chiesto,visto l’amore che sente per noi, di tornare. Per trasmeterci tranquillità, per assicurasi che saremmo rimasti bene. Avergli parlato in video quel giorno è stata un’opportunità. Opportunità per un “arrivederci”. Pochi giorni fa, ho registrato un messaggio vocale, che è stato messo per lui ascoltare. Non sono sicura che l’abbia capito con le orecchie della materia, ma so che il suo spirito l’ha capito.

A volte ci chiedevamo: Lui è così buono… perché deve passare per tutto questo? Perché questa sofferenza? Subito dopo, però, ricordavamo che tutto accade per qualche motivo. Sono “riscati” da altre vite, cose per le quali dobbiamo passare. Questo dolore, questa sofferenza, sono necessarie per la sua crescita, la sua evoluzione spirituale.(E anche la nostra, ne sono sicura)

Ruben aveva bisogno di affrontare la sofferenza per evolvere dal punto di vista spirituale. Tuttavia, in questa vita era stato una persona così buona, così speciale, che Dio gli ha permesso di vivere bene per più di 91 anni! E il modo in cui ha scelto di vivere la sua prova più difficile non è stato attraverso una grave malattia, la cui sofferenza poteva protrarsi per anni e anni. È stato in un modo veloce e, anche se può non sembrare,  molto meno doloroso!

Non si può ancora sapere se la sua missione qui con noi sia finita.Nel caso un nuovo miracolo possa (e sì, io credo ai miracoli! Se già credevo prima, ora, dopo questa esperienza, ho iniziato a crederci ancora di più). Caso accada un nuovo miracolo e lui continui qui, dovrà avere molta fede, pazienza e rassegnazione. Dopotutto, molto probabilmente rimarrà a letto, incapace di camminare e bisognoso di assistenza 24 ore su24 .

A questo punto, tutti gli antibiotici sono stati rimossi. Dopotutto, non stavano facendo alcun effetto. Sono state prese tutte le misure possibili per metterlo a suo agio. Per farlo stare tranquillo, per non avere nessun tipo di sconforto o dolore. Ora, non ci resta che pregare. Pregare e aspettare. E, parlando di miracoli, mi chiedo: non è che, in questo momento, il vero miracolo non sarebbe semplicemente lasciarlo andare? A stare insieme al suo gruppo di amici, alla sua amata sorella, ai suoi cari genitori? Per quanto difficile possa sembrarci, dobbiamo continuare a fidarci e credere. Il mondo degli spiriti sa cosa fa e sa qual è la cosa migliore per lui.

Per quel che mi riguarda, continuerò sempre ad amarlo incondizionatamente. La sua presenza nella mia vita è stata costante, è stato con me in TUTTI i momenti della mia vita, più o meno importanti. In gite scolastiche, nelle ninne nanne,negli spettacoli per la festa del papà, all’Unversità, a passeggio, a teatro, ai concerti, alle cene, negli incontri con gli amici, nei viaggi, nei congressi all’estero. Forse lui è stato più “papà” di quanto lo sarebbe stato mio padre biologico se non avesse disincarnato così presto. In effetti, credo che il mondo spirituale, nella sua saggezza, avesse già pianificato tutto fin dall’inizio. Mio padre doveva andarsene, poiché la sua missione era finita. Tuttavia, sapevano che sarebbe stato riservato a me il miglior padre del mondo! Un “padre zio” amico, compagno, unico nel suo modo di essere. Quindi devo solo dire: grazie! A te, mio ​​amato zio / padre, sarò per sempre grata. E quante storie saranno per sempre ricordate! Quanti motivi avremo per sorridere sempre!

E andiamo con fede, perché come dice Gilberto Gil, “A fé não costuma faiá”!

Marian.

L’originale di questo testo (in portoghese) è stato scrito il 23 Dicembre 2020. Nel matino del 24 Dicembre, Ruben ci ha lasciati. È tornato a casa, nel Mondo Spirituale. Quando sarà il momento, ci rivedremo! Per ora, ci incontreremo nei sogni. Ho solo da dire: Grazie!!!