Sobre os sinais que a vida nos dá

27 maio

Depois de uma jornada difícil, onde as lágrimas tomam conta do meu olhar e sinto a tremenda necessidade de desabafar, mais uma vez começo a questionar. Questionar fatos, escolhas, etc. Ouço e leio palavras de conforto, de ajuda e percebo o quanto sou amada por tanta, tanta gente. Uma frase de alguém que amo me marca em particular: “se ñ estás feliz ali, ninguém te obriga a ficar. Podes buscar outra coisa!”

Pois é! Por que tenho que me submeter a um sofrimento sem necessidade? Como reconhecer a sutil diferença entre missão/lição e: “Ok, é hora de mudar?”

Começar a olhar ofertas, ter novos planos, refazer projetos esquecidos na gaveta. Mas eis que chega o dia seguinte e tal dia é repleto de sorrisos. E no  final de semana, mesmo de longe, compartilham comigo seus momentos de  alegria e felicidade. Sim, me sinto parte de tudo isto e não tenho realmente certeza se quero mudar. Ou sim. Bem, talvez uma mudança seja sim necessária, mas não uma mudança assim tão extrema. Talvez eu deva é começar a prestar mais atenção nos sinais que a vida me dá.

Aquele passarinho que todos os dias fica cantando pertinho da nossa sacada, mais de uma vez se aproximou e ficou ali, quietinho, na beira do balcão. Impossível ñ sorrir. E, de uns dias pra cá, além dele, tem um filhotinho, pequenino, que adora ficar ali, na nossa sacada. E canta, canta, canta, canta…

Praticamente do nada, me deparo com uma tatuagem que me faz tomar uma decisão que sei será pra sempre: fazer uma tatuagem.

Começo a perceber que o mundo, a vida, conversa comigo através de símbolos. Um bando de andorinhas em vôo, nas costas, do lado direito. Simbolicamente, o que tais andorinhas representam?  E por que fico enfatizando que tem que ser do lado direito? Porque representa o futuro, enquanto o esquerdo representa o passado? Sim, pode ser.  E de repente o rastro que os aviões deixam no céu formam figuras de andorinhas gigantes e, voltando pra casa, me deparo, em diversos momentos, com andorinhas, às vezes nos fios, outras voando. Pequeninas, delicadas, porém decididas.

Liberdade, paz, coisas necessárias para liberar-me daquela angústia que parece (parecia?) tomar conta de mim.

Falando em paz, estávamos já pensando que não aconteceria, mas o nosso lírio (lírio da paz) que estava cheio de folhas, outro dia me surpreendeu com um botão. Sim, pequenino, escondidinho, mas lá está ele, pronto para abrir. E quando vou mostrá-lo para o meu amor, me dou conta que tem outro! Sim! O que sinto? Uma vibração tão boa dentro do meu, do nosso lar! Que eu possa me deixar afetar!

Sol, chuva, temporal. Frio, outono, inverno. Calorão. De novo frio. Como se a minha instabilidade emocional ligada ao trabalho tivesse sido projetada no espaço e o clima estivesse refletindo exatamente isso. Às vezes sol, às vezes tempestade. E o brilho da lua è proporcional ao brilho do meu olhar.

Lua, sol, chuva, andorinhas, vento, tempestade. Flores desabrochando, vidas desabrochando…perfumes, sonhos, canções. Lágrimas. Lágrimas de insegurança, de tristeza talvez, mas que, a partir de agora, são substituídas (e faço isto de forma consciente) por lágrimas de felicidade, lágrimas de emoção. Lágrimas de purificação. Porque é hora de lavar a alma, porque talvez o momento não seja de mudar aquilo que está “fora”, mas sim mudar a minha  atitude diante de tudo isto. Acreditar, mas acreditar de verdade que tudo irá melhorar. Fácil não é, mas são justamente os desafios que nos ajudam a crescer!

Marian (escrito em 23/05/2016. Revisado em 27/05)

71 motivos para te amar

6 jan
  1. És a mãe mais alto-astral que eu conheço
  2. És mãe, irmã, filha, amiga, conselheira
  3. És um exemplo de garra, força e determinação
  4. A tua sensibilidade
  5. A tua capacidade de ver a beleza nas coisas mais simples
  6. O teu amor incondicional
  7. O teu amor pela vida
  8. O fato que fazes na prática o que muitos fazem apenas na teoria, como: “Fazer o bem sem olhar a quem”
  9. A tua capacidade em ver o lado bom em tudo e em todos
  10. Aquelas lágrimas que escorrem quando assistes a um filme na tv, e que, em vão, tentas disfarçar
  11. A tua fé inabalável
  12. Teu amor pela natureza
  13. O modo como colocas “o outro” nas tuas prioridades
  14. O modo como tens aprendido, finalmente, a colocar-te em primeiro lugar
  15. O modo como exerces o teu amor por mim, permitindo (e incentivando) que eu siga na busca dos meus sonhos
  16. O teu colo, seja real ou virtual
  17. O teu carinho, não exageradamente “grudento”
  18. Tua companhia nas festas
  19. Não é qualquer “tia” que acompanha filha e “sobrinhada” num show de rock porque senão eles não podem entrar
  20. Não é qualquer mãe que praticamente “empurra” a filha para começar a sair à noite. (E eu acabei “pegando o gostinho”, né?)
  21. São poucas as mães que tratam os amigos da filha como se fossem seus próprios filhos
  22. Teu amor e dedicação em tudo aquilo que fazes
  23. Teu amor pelas artes, pelo teatro
  24. O Pipoca, a Chapeuzinho, a Bruxa…
  25. Durante tua vida “profissional”, lutaste sempre na defesa dos mais necessitados
  26. Teu trabalho com as crianças com necessidades especiais
  27. Tua espontaneidade
  28. Teu jeito brincalhão, que na verdade escondia uma certa timidez
  29. As coisas que me faziam ficar com vergonha, mas que hoje me fazem entender o quanto és única e especial.
  30. Um exemplo do item 29? “Ai, que calor!”
  31. Os cafés- da manhã na nossa casa na volta dos bailes
  32. Os bate-papos de madrugada
  33. Teu espírito sempre jovem
  34. O teu lado criança
  35. O teu lado filha
  36. O teu lado amiga
  37. O teu lado mãe
  38. O teu lado “bruxinha boa”
  39. As tuas inúmeras crenças
  40. Teu modo de encarar e enfrentar a vida
  41. O teu: “Nunca é tarde para começar algo novo”
  42. A tua entrada no Escotismo aos 47 anos
  43. Tua “estréia” no “Mundo dos Lanches” aos 70 anos
  44. Teus rituais, dos anjos, dos índios…
  45. Tua força interior
  46. Tua capacidade de reconhecer as forças da Natureza
  47. O fato que quando eu era criança me fizeste fazer aula de piano
  48. As aulas de ballet
  49. O curso de Inglês
  50. Teu estímulo para que eu fosse para o Canadá
  51. Ter me incentivado à ir para Perúgia com as tias, o Lu e o Bibi
  52. O curso de italiano
  53. Tua participação nas Jornadas de Psico-Oncologia
  54. Tua presença na aula de Psicossomática
  55. Na nossa, na “tua” casa todos são bem-vindos
  56. Os “lanchinhos da meia-noite”
  57. Tua covinha quando sorri, igual à do noninho
  58. Teu sorriso “meio torto”,porém lindo e verdadeiro, igualzinho ao meu
  59. Os milhares de quilômetros que viajas para poder estar um pouco comigo
  60. Tuas omeletes e outras “invenções de moda” na hora da janta
  61. Minhas festas de aniversário “a tema”
  62. As “lembrancinhas” das minhas festas de aniversário
  63. As viagens de carro pra praia, em que levavas “os 4 primos”
  64. O fato de que “desde que eu me conheço por gente” tu SEMPRE confiaste em mim
  65. O modo como demonstras, a cada dia, que o verdadeiro amor tem a ver com desapego, e que mesmo há um Oceano de distância, ele é inabalável
  66. Este “Oceano” de distância, que acabou nos tornando ainda mais pròximas
  67. Teu amor pelo meu pai, que vinha de outras vidas e continuará no Mundo Espiritual
  68. O modo como me educaste
  69. Teu jeito de ser, de viver, de ensinar e aprender
  70. Teres me dado muitos irmãos, mesmo que de forma indireta, graças ao teu modo de ser e de tratar os outros. (Especialmente o André e o Lu), mas também a gurizada da “Eterna”!
  71. Por último, mas não menos importante: teres me escolhido para ser tua filha! (Ou será que fui eu que te escolhi para ser minha mãe?) Não importa! Importa é que sou a pessoa mais sortuda e privilegiada do Mundo, pois sou filha de, nada mais nada menos do que a “grande” “TIA ANA”!!

ana71!

70 anni!

19 out

70 anni è l’età che mio padre avrebbe compiuto oggi. Il suo passaggio qui, però, è stato molto più breve. Circa otto mesi prima di compiere 32 anni, è partito per il Mondo Spirituale. La sua missione sulla terra era già stata compiuta, i suoi frutti erano già stati piantati, quello che doveva recuperare, era già stato recuperato.

31 anni e “quasi” tre mesi. E aveva fatto tutto. Assolutamente tutto. Aveva vissuto, anche se sono sicura che la voglia di continuare incarnato ancora per un po’ non gli mancasse. Dopo tutto, era solo da un anno e qualche giorno che si era sposato! Allo stesso tempo, però, credo che lui lo sapeva. Sapeva che il suo passaggio qui sarebbe stato breve ma intenso. E lui ha studiato, e si é laureato, e ha lavorato. Appassionato di calcio, sarebbe sempre ricordato dagli amici come il “marcatore”. Pieno di stile, sarebbe anche ricordato per la sua originalità e senso dell’umorismo.

No, lui non avrebbe potuto trovare una persona migliore per dividere coloro che sono stati forse i momenti più belli della sua vita! Se penso a una persona allegra, a suo agio con la vita, ottimista, creativa e originale, penso a mia madre. Ma non era di mio padre che stavo parlando? Sì, ma cosa posso fare se ENTRAMBI sono esattamente così?

Ah, forse vi state chiedendo perché ho commentato che lui “sapeva” che il suo passaggio qui sarebbe durato poco Ovviamente, non era una cosa cosciente, ma ricordo che mia madre mi ha raccontato di una volta che l’ha guardata, emozionato, e ha detto qualcosa del tipo: “. Prenditi cura di nostro figlio”.

Un sacco di gente quando scopre che mio padre è morto prima che io nascessi comincia a chiedere scusa, ad avere pena, per non parlare di coloro che trovano “orribile” il fatto di non avere conosciuto mio padre, in particolare per una ragione così sofferta. (No, non ci ha lasciato, è morto!). Credo tuttavia che la mia sofferenza (se esiste realmente) è molto più piccola riguardo a quelli che l’hanno avuto e poi l’hanno perso. Perché io non ho mai avuto. O meglio, l’ho sempre avuto e sempre lo avrò, perché da SEMPRE ha fatto parte della mia vita, perché lui è SEMPRE stato (ed è ancora) presente, anche se non fisicamente. Oh, e ho i miei dubbi sul fatto che non ci siamo conosciuti! In effetti da qualche tempo che ci penso che è molto probabile che i nostri spiriti si siano “incrociati” durante il suo, o meglio, il nostro passaggio.

Se pensiamo nel tempo con ragionamento logico, quello “cartesiano”, questo potrebbe non essere possibile (lo spirito è presente nel corpo già dal momento del concepimento?). Ma se abbiamo una visione del tempo come quello concepito dalla fisica quantistica, certamente tale possibilità esiste. Allora … lui mi ha visto anche prima di mia madre!

Oggi, a prescindere dal fatto che così tanto tempo è passato, seguo dicendo: congratulazioni, papà! E grazie, perché molto di ciò che sono diventata, è stato grazie a mia madre, alla mia famiglia, al Bibi, al “noninho”, ma è stato anche grazie a te.

Oggi mi rendo conto che è possibile amare qualcuno che teoricamente non si ha mai visto. In aggiunta,è possibile sentirsi orgogliosi e felici allo stesso tempo quando ci si guarda allo specchio e percepisci così tanti tratti in comune. Sì, le orecchie, il naso, la bocca, gli occhi, lo sguardo, sono tutti tuoi, papà. Il sorriso? Oh, il sorriso, il modo di essere, la capacità di emozionarsi, il dono dell’ascolto … questi sono di mia madre!

Questo è tutto! Quindi, papà, congratulazioni per il tuo giorno!

Marian.

P.S: Grazie per gli occhi verdi !!

Renan

Renan

70 anos

19 out

70 anos é a idade que meu pai estaria completando hoje. Sua passagem por aqui, porém, foi muito mais breve. Mais ou menos 8 meses antes de completar 32 anos, ele partiu para o Mundo Espiritual. Sua missão aqui na Terra já tinha sido cumprida, seus frutos já tinham sido plantados, o que precisava resgatar, já tinha sido resgatado.

31 anos e “quase” 3 meses. E ele já tinha feito tudo. Absolutamente tudo. Já tinha vivido, embora tenho certeza de que a vontade de continuar encarnado mais um pouco não lhe faltava, afinal, tinha-se passado apenas um ano e alguns dias do dia do seu casamento. Ao mesmo tempo, porém, acho que ele sabia. Sabia que a sua passagem por aqui seria breve, mas intensa. E ele estudou, e se formou, e trabalhou. Apaixonado por futebol, seria sempre lembrado pelos amigos como o “goleador”. Cheio de estilo, também seria lembrado pela sua originalidade e senso de humor.

Não, ele não poderia ter encontrado uma pessoa melhor para dividir aqueles que foram, talvez, os momentos mais belos da sua vida! Se eu penso em uma pessoa alegre, de bem com a vida, otimista, criativa e original, penso na minha mãe. Mas nao era do meu pai que eu estava falando? Pois é, mas o que posso fazer se OS DOIS são exatamente assim?

Ah, talvez vocês estejam perguntando por que eu comentei que ele “sabia” que sua passagem por aqui seria breve. Obviamente, não era uma coisa consciente, mas lembro que minha mãe comentou de uma vez em que ele olhou para ela, emocionado, e falou alguma coisa como: “cuida do nosso filho”.

Muita gente quando fica sabendo que meu pai faleceu antes mesmo que eu nascesse começa a pedir desculpas, a ficar com pena, para não falar daqueles que acham “horrível” o fato de eu não ter conhecido o meu pai, ainda mais por uma razão assim, tão sofrida. (Não, ele não nos deixou, ele faleceu!). Acredito no entanto que o me sofrimento (se é que ele existe realmente) seja muito menor do que o de quem teve e perdeu. Porque eu nunca tive. Ou melhor, sempre tive e sempre terei, porque ele SEMPRE fez parte da minha vida, porque ele SEMPRE esteve (e está) presente, embora não fisicamente. Ah, e eu tenho minhas dúvidas sobre o fato de não nos termos conhecido! Na verdade já faz algum tempo que tenho pensado que é muito provável que nossos espíritos tenham se “cruzado” durante a sua, ou melhor, a nossa passagem.

Se pensarmos no tempo com o raciocínio lógico, aquele “cartesiano”, isto talvez não seja possível (o espírito é presente no corpo desde o momento da concepção?). Porém, se tivermos uma visão do tempo como aquela concebida pela Física Quântica, certamente tal possibilidade existe. Então… ele me viu antes ainda que a minha mãe!

Hoje, independentemente do fato que tanto tempo se passou, eu sigo dizendo: parabéns, pai! E obrigada, Porque muito daquilo que me tornei, foi graças à minha mãe, à minha família, ao Bibi, ao noninho, mas também foi graças a ti.

Hoje me dou conta de que é possível amar alguém que a gente, teoricamente, nunca viu. Além disso, é possível ficar orgulhoso e emocionado ao mesmo tempo ao olhar-se no espelho e perceber tantos traços em comum. Sim, as orelhas, o nariz, a boca, os olhos, o olhar, são todos teus, pai. O sorriso? Ah, o sorriso, o jeito, a capacidade de se emocionar, o dom de escutar… estes são da minha mãe!

Era isto! Então, pai, parabéns pelo teu dia!

Marian.

P.S: Obrigada pelos olhos verdes!!

Renan

Renan

Da grande cosa diventerò?

5 out

Lavoro, professioni, scelte. L’altro giorno stavo ricordando le cose che avrei voluto essere un giorno, e quello che sono diventata. Ho pensato a coloro che, fin da bambino, hanno sempre avuto lo stesso sogno, e quelli che, come me, hanno finito per “cambiare idea”, a volte perché sì, le persone cambiano nel corso del tempo, a volte perché la vita, i fatti, le nostre scelte, ci fanno percorrere strade diverse da quelle che avevamo immaginato.

Ho cominciato a pensarci dopo che, grazie a Facebook, ho finito per incontrare di nuovo (e me ricollegare) persone che non vedevo da molto tempo. Alcuni di loro oggi fanno esattamente quello che , da adolescente, era il loro più grande sogno. Altri seguirono percorsi che mai avrei potuto immaginare. Così ho iniziato a pensare alla mia strada, alle mie scelte.

Cosa vorrai fare da grande?

Wow, ho desiderato diventare tante cose diverse! E ora mi rendo conto di quanto la mia personalità, soprattutto per la mia timidezza,era in contrasto con almeno alcuni di questi “sogni”.

Attrice. (E il mio cugino voleva essere un produttore cinematografico!). Presentatrice di un programma per bambini. (Sì, io “presentavo” un programma, e il scenario era una stanza di una bambin-a Ovviamente la mia camera da letto. E ho perso il conto di quante canzoni ho inventato). Cntante.. (Peccato che non ho mai fatto lezione di cantaro, che la timidezza si è sempre fatta presente e che non so se neanche se avrei saputo “tenere il passo”).

Hostess !! Wow, che sogno! Ma solo se della VARIG, naturalmente! Mi ricordo che volevo essere una hostess e mio cugino pilota. Egli è andato avanti, ha fatto il brevetto, ha studiato Scienze Aeronautiche e, se oggi non sta volando, è perché la sua missione qui era molto più legata ad aiutare gli altri che a percorrere miglia e miglia nel cielo. (Oggi mi rendo conto che la vita da hostess mi avrebbe impedito di avere tante cose che ho, e di aver vissuto tante cose che ho vissuto. Beh, comunque io non sarei mai stata ammessa, perché, per gli standard del tempo, avrei dovuto ” crescere e dimagrire “. (E pensare che io, oggi, ho 1,66m e 54Kg di peso! Non credo di essere “sovrappeso “, ma per il ” hostess standard ” della mia infanzia, lo sono. Figuriamoci, avere meno di 1,70 m!)

Maestra! Tale madre, tale figlia! Chi non ha mai sognato di seguire la professione dei loro genitori? (Chissà se mio padre fosse vivo l’idea di diventare una avvocatessa avrebbe attraversato la mia mente?)

Oh, e quella volta in cui mio cugino Saulo mi ha chiesto cosa volevo essere, e ho risposto che volevo fare il poliziotto? Alla domanda sul motivo, ho risposto: “Perché mi piace vivere avventure.” Hahahaha … dolce illusione! La professione di polizia è una delle più difficile, più rischiosa, più altruista che conosco, e sono molto orgogliosa di avere amici poliziotti, che rischiano la vita ogni giorno per aiutare gli altri, spesso senza il riconoscimento, amici che escono di casa non sapendo se ritorneranno. No, non è come nei film, nei telefilm! Avventura è quello che abbiamo fatto negli Scouts! Là, c’era sempre un capo a proteggerci!

Quando ero al liceo, l’insegnante di portoghese ci ha chiesto di scrivere un tema parlando della professione che pensavamo di esercire e il motivo della nostra scelta. Onestamente non avevo la più pallida idea. Tuttavia, per il testo, un’idea mi è venuta in mente: quella di diventare un’attrice. E la mia motivazione era legata al “gioco di ruolo”: avrei potuto, come attrice, “interpretare”qualsiasi professione. (Sì, questo è un assurdo, ma ho preso un buon voto!)

Ho finito per diventare una Psicologa, inizialmente, devo dire la verità,”spinta” da quelli “quiz”, della rivista Capricho. (C’è ancora questa rivista?)

Da qui in poi, il modo in cui alcune cose si sono presentate nella mia vita è molto interessante. Ho sempre pensato di lavorare con la salute, la vita, ma i percorsi mi hanno portato ad andare al di là di tutto questo!

Quando sono andata a fare uno stage in un ospedale, ho scelto il percorso che, a me, sembrava il migliore: Corso per l’allattamento al seno, del corso, donne incinte diabetiche, il “piano delle assicurazioni (Il quarto piano del ospedale).” Col tempo, ho finito per avvicinarmi all’Unità di terapia intensiva neonatale, per lavorare con le donne incinte sieropositive, tuttavia, non sono mai salita al “quinto piano”, cioè quella riservata per l’Oncologia.

Oltre a questo, ho fatto stage con bambini, autisti, “down”, ma anche con i bambini di asili, scuole materne e scuole elementari. L’esperienza che, con i giri che il mondo dà, un giorno, che avrebbe detto, sarebbe fondamentale per una “ripresa della vita.”

Tornando al ospedale. Alla fine quella esperienza mi è piaciuta così tanto che, dopo la laurea, volevo fare Psicologia Ospedaliera. Ho trovato il corso, ma ho perso la data delle iscrizioni. Ho finito per trovare una formazione in Psico-Oncologia e sebbene non avevo mai pensato di lavorare in ambito oncologico, ho pensato che “aveva a che fare” con l’ospedale. Ho finito quindi per diventare una specializzata in Psico-Oncologia. E ancora una volta la vita mi ha sorpresa.

Fra i vari tipi di cancro, quelli che più mi lasciavano “scioccata” erano quelli di testa e collo. No, non potrei lavorare con questo, ho pensato. E proprio dove “la vita” mi ha portata? A fare volontariato in un ospedale con … i laringectomizzati! E lavorare con loro mi affascina, mi appassiona a tal punto che quando ricevo l’invito per andare a lavorare in una clinica oncologica, chiedo di organizzare il mio orario in modo da non avere bisogno di “abbandonare” il mio lavoro come volontaria.

È già… chi avrebbe detto che quella ragazza che voleva fare l’attrice, hostess, scrittrice (Ah, un giorno pubblicherò qualcosa!), non sarebbe diventata una “semplice psicologa” – anche se di “semplice” la nostra professione non abbia nulla-, ma sarebbe andata oltre e sarebbe diventata una specialista in Psico-Oncologia in Psicosomatica e in Cure Palliative. Sì, nel ruolo di psicologa, lei (Io) avrebbe passato attraverso tutte le fasi della vita: dalla gravidanza (stage con le donne in gravidanza a rischio) alla nascita (terapia intensiva neonatale, ecc), all’infanzia, con la cura dei bambini in difficoltà o meno (clinica, scuole) fino a quando, nel lavoro come Psico-oncologa, la presenza, l’accompagnamento, la terapia, il supporto, durante tutto il corso della malattia,dalla diagnosi, al trattamento, alla cura, alla ricaduta, alla morte. Dai guadagni alle perdite, dai sorrisi alle lacrime. E ‘diventata parte della vita di molti, e molti sono diventati parte della sua (mia) vita.

E la vita, sempre la vita. La vita è questione di scelte, è fatta di lavoro, ma anche di sogni, di amore, di prese di decisioni. Dopo un periodo di risate, ci fu un periodo di lacrime, dove il cuore ha sofferto in silenzio e lacrime scorrevano senza controllo. Un periodo difficile della mia vita personale. Ed è stato lì, proprio lì, che la vita, ancora una volta, mi ha sorpresa, regalandomi la possibilità di amare e di essere amata e sentirmi al sicuro, protetta, fiduciosa.

Era giunto il momento di fare una scelta. Tra amore e lavoro, ho scelto l’amore. E ho lasciato tutto per cambiare paese. Confesso che ero sicura che molto presto la mia formazione sarebbe stata riconosciuta e avrei tornato ad esercitare il mio ruolo di Psico-oncologa. Tuttavia, questo non solo non è accaduto, come dopo anni, ho saputo che anche se mi avrebbero riconosciuta come psicologa, dovrei comunque fare un’altra formazione (a pagamento) di oltre tre anni, e solo allora iniziare (di nuovo) ad esercitare la mia professione. O meglio, “iniziare a cercare pazienti.” (Per non parlare del modo in cui ti trattano, che preferirei non commentare). Ho cominciato a fare due conti, sia dal punto di vista economico, finanziario, sia dal punto di vista della vita in generale. Altre 4, cinque anni senza lavoro, spendendo, senza nemmeno avere la certezza che poi le cose “avrebbero funzionato” (Nel senso lavorativo). Dopo 10 anni di esperienza pratica / clinica, dover ripartire da zero, onestamente mi ha fatto domandare se questa fosse la strada giusta da prendere. No, non proprio! Il percorso da prendere ora è un altro, anche perché, come ho detto prima, la vita non è solo lavoro, e il tempo passa, e un giorno vorrò costruire una famiglia, per esempio.

Oggi, io lavoro come educatrice, tata, baby-sitter. E sono felice così. Non capisco perché alcune persone criticano così tanto, trovano “terribile” il fatto che qualcuno che ha una laurea in Psicologia faccia babysitting e “guadagni come tata”!

Per queste persone, e per tutti coloro che mettono in discussione le mie scelte, mi spiego:

1: Un giorno, ho fatto una scelta. Tra un lavoro sicuro con un buon stipendio e il cambiamento per amore, ho scelto l’amore. Ed è stata una delle scelte migliori che abbia mai fatto in tutta la mia vita!

2: Dal punto di vista finanziario, non sono mai stata una persona molto ambiziosa. Sì, forse lo stipendio che ricevo oggi non mi consente di fare lezione di Pilates, ad esempio, o andare fuori a cena nel fine settimana, ma mi dà molto più di quanto mi serve! Mentirei se dicessi ” ho appena il basico,” perché in realtà io sono così privilegiata! Perché ho una famiglia che amo, ho un amore, ho una casa. Perché non ci manca nulla! Perché il mio lavoro, non essendo “full-time” mi permette di fare altre cose, tra cui essere qui a scrivere questo testo!

  1. Non capisco perché è “così male” seguire un bambino nei momenti che potrebbero essere quelli più importanti della sua vita, e oltretutto essere pagata per fare questo! Non so cosa ha di “umiliante” o vergognoso in esso! Senza contare che non smetterò mai di essere psicologa!

4: Sì, anche quando gioco, quando aiuto con i compiti, sono e sarò sempre una Psicologa. Perché questo è quello che sono, perché questo è ciò che è nel mio cuore! Perché essere una psicologa ha a che fare con pensieri, atteggiamenti, ascolto! Essere psicologa non è solo pagare l’iscrizione all’albo, fare clinica e “fare soldi”. Essere psicologa è la mia essenza! È essere in grado di ascoltare, comprendere, è cercare di fare la differenza (in meglio) nella vita di tutti coloro che ci circondano.

5: Sì, sono molto, molto ambiziosa, ma la mia ambizione è quella di essere felice! E la felicità è nelle piccole cose, nelle scelte che facciamo giorno per giorno, ciò che noi ci concediamo!

Quindi … l’Italia mi ha dimostrato che io ho un altro dono, una “vocazione”, una “facilità” nel trattare con i bambini. Mi ha fatto “scoprire” una parte di me che io non conoscevo. Ho ancora molto da imparare, lo so. Ma ci arrivo! Un giorno, forse, avrò i miei figli. Oppure no. Dopo tutto, non so quello che il destino mi riserva. Fino a quando questo momento non arriva, faccio pratica, imparo, mi “alleno”, prendendomi cura dei bambini degli altri.

Attrice, cantante, assistente di volo, agente di polizia, insegnante. No, non sono diventata niente di tutto questo, anche se a volte sono “un po’ insegnante.” Psicologa, psico-oncologa, psicosomatista. Una strada percorsa, la mia essenza, ciò che sono. Babysitter, tata, di nuovo un lavoro che ha a che fare con il “prendersi cura”. Credo che questo sia esattamente il “prendersi cura” il fattore che avvicina tutti i percorsi da me vissuti finora, e forse i percorsi che un giorno arriveranno.

Io, che sono sempre stata innamorata della vita, un giorno mi trovai a lavorare a diretto contatto con la morte. Io che in quello stage al ospedale ho scelto la nascita, ho finito per fare, anni dopo, non solo una formazione in psico-oncologi, e un altra in Psicosomatica, ma ho finito per fare un corso, vedete un po’, di Cure Palliative! Ho finito per essere lì, presente, a guardare la morte. Lei non mi ha mai spaventata, ha sempre significato per me la fine di un ciclo e l’inizio di un’altro, sebbene teoria e pratica non possono sempre essere affrontate con la stessa destrezza e facilità. Questo mi ricorda due frasi filosofiche: quella che dice che “né il sole né la morte può essere visti dal davanti”, e quella di Epicuro, che dice: “Perché temere la morte? Mentre noi siamo, la morte non esiste. Quando passa ad esistere, noi smettiamo di essere “. (Beh, credo che non sono d’accordo. Perché io ci sarò ancora! Come spirito, sì, ma sarò sempre io, e sarò sempre a cercare, a crescere, ad evoluire). E, come in tutti i cicli, ora mi riavvicino di nuovo alla vita. Sì, perché lavorare con i bambini, ha a che vedere con inizi, con nascite, rinascite, quindi … con la vita! E così la vita, la mia vita va avanti, sempre più affascinante e bella!DSC_4951

Quando eu crescer, o que serei?

5 out

Trabalho, profissões, escolhas. Outro dia estava lembrando das coisas que já quis ser um dia, e no que me tornei. Pensava naqueles que, desde criança, sempre tiveram o mesmo sonho e, naqueles que, como eu, acabaram “mudando de ideia”, às vezes porque sim, a gente muda com o tempo, às vezes porque a vida, os fatos, as nossas escolhas, nos fazem percorrer estradas diversas daquelas que tínhamos imaginado.

Comecei a pensar nisto depois que, graças ao Facebook, acabei reencontrando (e me reaproximando) de pessoas que não via há muito, muito tempo. Algumas delas, hoje fazem exatamente aquilo que, na adolescência, era o seu maior sonho. Outras, seguiram caminhos que eu jamais poderia imaginar. Comecei então a pensar no meu caminho, na minha estrada, nas minhas escolhas.

O que você quer ser quando crescer?

Nossa, eu já quis tanta coisa! E hoje me dou conta do quanto a minha personalidade, especialmente pela minha timidez, contrastava com pelo menos alguns destes “sonhos”.

Atriz. (E meu primo queria ser produtor de cinema!). Apresentadora de programa infantil. (Sim, eu apresentava um programa, e o cenário era um quarto de menina- Obviamente, o meu quarto. E perdi a conta de quantas canções inventei). Cantora. (Pecado que nunca fiz aula de canto, que a timidez sempre se fezs presente e que nem sei se saberia “manter o ritmo”).

Aeromoça!! Nossa,que sonho! Mas só se fosse da VARIG, obviamente! Lembro que eu queria ser Aeromoça e meu primo Piloto. Ele foi em frente, fez brevê, estudou Ciências Aeronáuticas e, se hoje não está voando, é porque sua missão por aqui estava muito mais ligada a ajudar os outros que a percorrer milhas e milhas no céu. (Hoje me dou conta de que a vida de aeromoça me impediria de ter tantas coisas que possuo, e ter vivido tantas coisas que vivi. Bem, de qualquer forma eu nunca seria admitida, pois, para os padrões da época, eu teria que “crescer e emagrecer”. (E pensar que eu, hoje, tenho 1,66m e peso 54Kg! Não creio estar “acima do peso”, mas para o “padrão aeromoça” da minha infância, estou sim. Imagina, ter menos de 1,70m!)

Professora! Tal mãe, tal filha! Quem nunca sonhou em seguir a profissão dos pais? (Será que se meu pai fosse vivo ser advogada teria me passado pela cabeça?)

Ah, e aquela vez em que meu primo Saulo perguntou o que eu queria ser, e eu respondi que queria ser policial? Questionada sobre o motivo, respondi: “Porque eu gosto de viver aventuras!”. Hahahaha… doce ilusão! A profissão de policial é uma das mais difíceis, mais arriscadas, mais altruístas que eu conheço, e me orgulho muito em ter amigos policiais, que arriscam a vida todos os dias para ajudar os outros, muitas vezes sem reconhecimento, amigos que saem de casa sem saber se voltarão. Não, não é como nos filmes, nos seriados! Aventura é o que a gente fazia no Escotismo! Lá, tinha sempre um chefe a nos proteger!

Quando estava no segundo grau, a professora de portug ês pediu para escrevermos uma redação falando sobre a profissão que pensávamos de exercer e o motivo da nossa escolha. Eu, sinceramente, não fazia a mínima ideia. Porém, para a redação, uma ideia me veio em mente: a de ser atriz. E a minha justificativa foi ligada à “representação de papéis”: poderia, como atriz “interpretar” qualquer profissão. (Sim, absurdo isto, mas a nota que tirei na redação foi boa!)

Acabei me tornando Psicóloga, inicialmente, confesso, “impulsionada” por aqueles “testezinhos” da revista Capricho. ( Ainda existe esta revista?)

A partir daqui, o modo como algumas coisas se apresentaram na minha vida é muito interessante. Eu sempre pensei em trabalhar com saùde, com vida, mas os caminhos me levaram a ir muito além de tudo isto!

Quando fui fazer estágio num hospital, escolhi o caminho que, para mim, parecia o melhor: Curso de Aleitamento Materno, Gestantes Diabéticas, o “andar dos convênios”. Com o tempo, acabei me aproximando da UTI neonatal, trabalhando com gestantes HIV positivo, porém, nunca sequer passei pelo “quinto andar”, ou seja, aquele reservado à Oncologia.

Além deste, fiz estágios com crianças, autistas, downs, mas também crianças de creche, escolinhas e escolas. Experiência esta que, com as voltas que o mundo dá, um dia, quem diria, seria fundamental para uma “retomada de vida”.

Voltando ao Hospital. Acabou que gostei tanto da experiência quem depois de formada, queria fazer Psicologia Hospitalar. Encontrei o curso, mas perdi a data das incrições. Acabei encontrando uma formação em Psico-Oncologia e, embora jamais tivesse pensado em trabalhar no ambito da oncologia, pensei que “tinha a ver” com hospital. Acabei, então, me especializando em Psico-Oncologia. E mais uma vez a vida me surpreendeu.

Dos mais variados tipos de câncer, os que mais me “chocaram” foram os de cabeça e pescoço. Não, eu não poderia trabalhar com isto, pensei. E justamente onde que a “vida” me leva? A fazer voluntariado no hospital com… laringectomizados! E trabahar com eles me fascina, me apaixona a tal ponto que, quando recebo o convite para ir trabalhar em uma clínica oncológica, peço para organizar meus horários de modo a não precisar “abandonar” o meu trabalho como voluntária.

Pois é, quem diria, aquela menina que queria ser atriz, aeromoça, escritora (Ah, um dia eu ainda publico alguma coisa!), não se tornaria uma “simples psicóloga”- embora de “simples” a nossa profissão não tenha nada-, mas iria além, e se tornaria uma especialista em Psico-Oncologia, em Psicossomática e em Cuidados Paliativos. Sim, no papel de psicóloga, ela (eu) atravessaria todas as fases da vida: da gravidez (estagiou com gestantes de risco), ao nascimento (UTI neonatal, etc), à infância, seja com problemas ou não (clínica, escolas), até, no trabalho como Psico-oncóloga, o suporte, o acompanhamento, a terapia, o apoio, durante todo o percurso da doença, do diagnóstico, ao tratamento, à cura, à recidiva, à morte. Dos ganhos às perdas, dos sorrisos às lágrimas. Passou a fazer parte da vida de muitos, e muitos passaram a fazer parte da sua (minha) vida.

E a vida, sempre a vida. A vida é feita de escolhas, é feita de trabalho, mas também de sonhos, de amor, de decisões. Após um período de risos, chegou um período de lágrimas, onde o coração sofria calado, e as lágrimas corriam sem controle. Um período difícil, doído, na minha vida pessoal. E foi ali, exatamente ali, que a vida, mais uma vez, (me) surpreendeu, presenteando-me com a possibilidade de amar, e ser amada, e sentir-me segura, protegida, confiante.

Era chegada a hora de fazer uma escolha. Entre amor e trabalho, fiquei com o amor. E larguei tudo para mudar de País. Confesso que tinha certeza de que logo logo a minha formação seria reconhecida e eu voltaria a exercer o meu papel de Psico-oncóloga. Porém, isto não apenas não aconteceu, como, depois de anos, soube que, mesmo que eu fosse reconhecida como psicóloga, deveria, em todo caso, fazer uma outra formação (paga) de mais 3 anos, para só então começar (recomeçar) a exercitar a minha profissão. Ou melhor, para “começar a procurar pacientes”. (Pra não falar no modo como te tratam, que prefiro não comentar). Comecei então a fazer duas contas, seja do ponto de vista econômico, financeiro, seja do ponto de vista da vida em geral. Mais 4, 5 anos sem trabalhar, gastando, sem sequer ter a certeza de que depois as coisas “andariam”. Depois de 10 anos de experiência prática/clínica, ter que recomeçar do zero, sinceramente, me fez questionar se era este o caminho justo a ser tomado. Não, não mesmo! O caminho é outro, mesmo porque, como citei anteriormente, a vida não é só trabalho, , e o tempo passa, e um dia vou querer contruir uma família, por exemplo.

Hoje, trabalho como educadora, tata, baby-sitter. E sou feliz assim. Não entendo por que algumas pessoas criticam tanto, acham “um horror” o fato que alguém que é formado em Psicologia faça baby-sitting e “ganhe como uma tata”!

Para tais pessoas, e para todos aqueles que questionam as minhas escolhas, explico:

1:Um dia, eu fiz uma escolha. Entre um trabalho seguro, com um bom salário e o mudar por amor, escolhi o amor. E foi uma das escolhas mais acertadas que já fiz em toda a minha vida!

2: Do ponto de vista financeiro, nunca fui uma pessoa muito ambiciosa. Sim, talvez o salário que ganho hoje não me permita fazer aula de Pilates, por exemplo, nem ir jantar fora nos finais de semana, mas me dá muito mais do que eu preciso! Estaria mentindo se dissesse que “tenho só o básico”, porque sou sim privilegiada! Porque tenho uma família que amo, tenho um amor, tenho uma casa. Porque nada nos falta! Porque meu trabalho, não sendo em “tempo integral”, me permite de fazer outras coisas, inclusive estar aqui escrevendo este texto!

  1. Não entendo por que é “tão ruim assim” seguir uma criança nos momentos que podem ser os mais importantes da sua vida, e ainda ganhar para fazer isto! Não sei o que tem de “humilhante” ou de vergonhoso nisto! Sem falar que eu nunca deixarei de ser Psicóloga!

4: Sim, mesmo quando jogo, quando brinco, quando ajudo nos temas, sou e sempre serei Psicóloga. Porque isto é o que eu sou, porque isto é o que está no meu coração! Porque ser psicóloga tem a ver com pensamentos, atitudes, com escuta! Ser psicóloga não é apenas pagar a inscrição no conselho, fazer clínica e “ganhar dinheiro”. Ser psicóloga é a minha essência! È poder escutar, compreender, é tentar fazer a diferença (para melhor) na vida de todos aqueles que nos cercam.

5:Sim, sou muito, muito ambiciosa, mas a minha ambição é a de ser feliz! E a felicidade está nas pequenas coisas, nas escolhas que fazemos no dia-a-dia, naquilo que nos permitimos!

Então… a Itália me mostrou que tenho sim um outro dom, uma “vocação”, uma “facilidade” em lidar com as crianças. Me fez “descobrir” um lado meu que eu desconhecia. Ainda tenho muito a aprender, eu sei. Mas eu chego lá! Um dia, quem sabe, terei meus próprios filhos. Ou não. Afinal, não sei o que o destino me reserva. Enquanto este momento não chega, vou treinando, aprendendo, praticando, cuidando dos filhos dos outros.

Atriz, cantora, aeromoça, policial, professora. Não, não me tornei nada disto, embora às vezes seja “meio professora”. Psicóloga, psico-oncóloga, psicossomatista. Um caminho percorrido, a minha essência, aquilo que sou. Baby-sitter, tata, mais uma vez um trabalho que tem a ver com o “cuidar”. Penso que seja exatamente o fator “cuidar” que aproxima todos os caminhos por mim vividos atè agora, e talvez os caminhos que um dia virão.

Eu, que sempre fui apaixonada pela vida, um dia me vi trabalhando em contato direto com a morte. Eu que naquele estágio no hospital escolhi o nascimento, acabei, anos depois, fazendo não apenas uma formação em Psico-oncologia, e outra em Psicossomática, mas acabei fazendo um curso, vejam só, de Cuidados Paliativos! Acabei estando ali, presente, assistindo a morte. Ela que nunca me assustou, que sempre significou para mim o final de um ciclo e o início de um outro, embora teoria e prática nem sempre possam ser encaradas com a mesma destreza e facilidade. Isto me faz lembrar de 2 frases filosóficas: a de que” nem o sol, nem a morte podem ser encarados de frente”, e aquela de Epicuro, que diz:”por que ter medo da morte? Enquanto somos, ela não existe. Quando ela passa a existir, nós deixamos de ser”. (Bem, acho que eu discordo. Porque eu continuarei sendo! Em espírito, sim, mas serei sempre eu, e estarei sempre buscando, crescendo, evoluindo). E, como todos os ciclos, agora me reaproximo, mais uma vez, da vida. Sim, porque trabalhar com crianças, tem a ver com recomeços, com nascimentos, renascimentos, enfim… com vida! E assim a vida, a minha vida segue, cada vez mais fascinante e encantadora!

Eu e o noninho!

Eu e o noninho!

Calendario per la mia madre

5 set

Era il Natale del 2014, quando ho deciso di fare un regalo un po’ diverso per la mia madre. Mi è venuta l’idea di un calendario, con 31 frasi, una per ogni giorno. Avrei voluto fare 365, ma per riuscire avrei avuto bisogno di più tempo. Oggi, riproduco le frasi qui

  1. Primo giorno dell’anno? O solo  il primo del mese? Giorno di fare progetti, di cominciare, di ricominciare. Simbolicamente, pensiamo che sia il giorno di partenza, da condividere. Ma il nostro primo giorno, in verità,dovrebbe essere il giorno del nostro compleanno! Perché è lì che la nostra vita è iniziata, è lì che il nostro “nuovo anno” ha inizio! Indipendentemente da tutto questo, che cosa possiamo imparare come “lezione” per questo giorno? Semplicemente che ogni giorno, tutti i giorni, può essere il “nostro” primo giorno! Il giorno di provare, di rischiare, di cambiare, di ricominciare. Il giorno di essere felici!
  1. E il pensierodel giorno è: E la mia vita, come la sto amministrando? Con amore, fede, pazienza, benevolenza e dedizione nella giusta misura?
  1. Se sono santa o sono strega, differenza non ce l’ha. Se credo nella magia, è nella magia della preghiera. Nella potenza dei buoni pensieri e in quella sensazione che solo può essere sentita da quelli che ascoltano il proprio cuore!
  1. Nella nostra vita terrena, abbiamo molto da imparare e uno dei nostri obiettivi è sì arricchire! Ma la ricchezza a cui mi riferisco è la ricchezza spirituale, l’amore di una madre, di un figlio, le amicizie uniche, quelle senza paragone!
  1. Il rispetto alla vita, la tua, quella dell’altro, della natura e degli animali. Principio fondamentale, ma non siamo radicali! Con affetto e amore dobbiamo trattare le piante, l’acqua, l’aria e gli animali. Ma gli estremismi che fuggono alla ragione, non devono avvelenare il nostro cuore!
  1. A gennaio è giorno dei Re, quelli Magi. Che ognuno di noi possa esserere, che ognuno di noi possa essere un mago. Re della bontà, della determinazione. Maghi della verità, dell’illuminazione.
  1. Maiperdere la fede, anche se tutto sembra perduto. Perché più tardi, nel cammino della vita, tutto avrà un senso.
  1. Sfida del giorno: salutare con un sorriso la prima persona con cui ti incroci nella strada. Osserva sua reazione. Allora, qual è stata la “tua” sensazione?
  2. Tutti i giorni, quando ti svegli, ringrazi. La vita, chi ti circonda, le sfide che, ad ogni giorno, bussano alla porta della tuaesistenza. Sono state scelte da te e tu sei il principale responsabile per le conseguenze delle tue azioni.
  1. Ci dicono che dobbiamo seguire la nostra strada senza guardare indietro. Beh, non so se sono d’accordo. Credo che di tanto in tanto uno sguardo al indietro non può che farci bene. A condizione, naturalmente, che questo “sbirciare” ci aiuti ad andare avanti, serva come una spinta per affrontare quello che ci aspetta più avanti. Il problema non è il guardare o no, il problema è rimanere bloccato in mezzo alla strada!
  1. Fare del bene, senza tenere conto a chi sia. La domanda del giorno è: e ilbene che fai a te stesso? Quanto spesso lo pratica? Sì, va bene, è nobile, è divino aiutare, pensare, amare l’altro. Ma abbiamo bisogno anche di amare, rispettare, aiutare a noi stessi. Perché abbiamo bisogno di stare bene per essere in grado di fare del bene. Perché il bene si riflette non solo negli atteggiamenti, ma anche nell’energia che passiamo a coloro che ci circondano.
  1. E a proposito di bontà, dove sei tu? Che nella vita di corsa, tante volte non vediamo? Ti sei nascosta in uno scambio di sguardo, in un sorriso sincero, che cerca la pace?
  1. Quella storia del bicchiere mezzo pieno o mezzo vuoto già ha dato quello che aveva da dare. Voglio è che l’acqua del bicchiere, quella che rimane lì, venga utilizzata per annaffiare. Annaffiare la speranza, l’amore, la determinazione, che nutra le piante della dedizione, che spenga il fuoco della discordia, che rinfreschi l’anima e il cuore.
  1. Ricordati di ieri e porta con te i ricordi; pensi al domani e costruisce la tua  vita rispettando i tuoi sogni e ideal;i e viva il giorno d’oggi ricordando che, in effetti, egli è ciò possiede veramente, ed è in essi che la vita accade!
  2. Per tutto ha una ragione, anche se a volte è troppo complicato da capire. La vita però non è spiegare, non è capire. La vita, prima di tutto, è permettersi di viverla! La comprensione un giorno arriva. Pazienza, fede, comprensione, perché sec’é l’amore, la sofferenza diventa una grande lezione!
  1. L’amore deve essere vissuto, vivificato e rafforzato giorno dopo giorno con parole, ma ancora di più con gesti, con atteggiamenti, con esempi!
  1. Un bagno di sale grosso, un incenso, una preghiera. Fare un respiro profondo, disegnare un cerchio con l’immaginazione. Circondarsi di una cupola di luce, lasciarsi contaminare dal profumo inebriante dei fiori, delle erbe, che sembra invadere improvvisamente l’ambiente. Tutto questo è protezione. Basta crederci. Ti manca la fede? Nessun problema! Nostro Padre Maggiore sa quello che hai dentro il cuore!
  1. Non sempre riusciamo, in un primo momento, a capire quello che raccogliamo, perché spesso la nostra piantagione è iniziata in un’altra incarnazione. E forse, prima di un raccolto spettacolare, abbiamo ancora alcune erbacce da tagliare! Il lavoro di giardinaggio viene fatto con pazienza, amore e dedizione. E la vita è così. La potatura ha un momento giusto per essere fatta. Perché se è troppo presto, impediamo la pianta di fiorire, ma se è tardi, il rischio è quello di lasciarla marcire.
  1. La felicità è qui? La felicità è lì? La felicità è dove sei tu! Basta darsi il permesso, basta crederci! Non abbiate paura di sorridere, non abbiate paura di sognare, il coraggio di agire, il coraggio di cambiare!
  1. Ogni giorno, al tuo risveglio, pensa a una (solo una) cosa che ti rende felice e porta con te questo pensiero per tutta la giornata. Se riesce a prendere nota, meglio. Può essere una frase, una parola, un oggetto, un’attitudine. L’ importante è che sia solo UNA! Fai questo tutte le mattine e presto scoprirai che, in un anno, hai almeno 365 motivi per essere felice!
  1. E la vita va in cicli,così come le stagioni. Che come le primavere possiamo essere in grado di rinascere sempre, rinforzando giorno dopo giorno la gioia di vivere! Che possiamo essere vibranti come la più bella delle estate e i nostri sorrisi contagiosi possono invadere tutti i cuori! Che come li autunni, possiamo essere in grado di dare più sapore alla vita e dare al mondo intorno a noi i frutti di un vero amore! E quando verrà l’inverno, che si senta il suo calore e avvolti nel calore dell’amore, del tè caldo e della coperta, si riesca ad addormentare per rinnovare le energie, perché quando meno ce lo aspettiamo, il sole tornerà a splendere !
  1. Abbi, in questo momento, un pensiero buono. E lasciati coinvolgere, lasciati contaminare. Vedrai cheil tuo giorno, non importa cosa ti sfida, avrà più gioia!
  1. Una vita non ha senso senza una sfida da superare. Tutto accade per una ragione e ognuno di noi ha sulla Terra una missione. Non sappiamo sempre esattamente quello che vogliamo, ma se seguiamo la nostra intuizione, prima o poi saremo ricompensati con il dono della comprensione!
  1. Che non ti manchi mai la capacità di sognare, di divertirsi con le cose semplici, di ridere di cose stupide, di sorridere senza paura, di piangere quando ti viene voglia. Che non ti arrenda mai a quella “parte noiosa” del “mondo degli adulti” che ti fa diventare noioso, privo di vita, ti rende estremamente “robotico”.
  1. Buongiorno! Non importa se oggi è Lunedì, Martedì, Mercoledì o Giovedì. Se si tratta di un giorno festivo, se è Domenica, o se è un giorno feriale. Non importa se è una data importante, se sei pieno di cose da fare, di problemi da risolvere, di cose a cui pensare. Indipendentemente da tutto ciò, buongiorno! Perché per che un giorno sia buono il primo passo è così desiderarlo! Quindi: buon giorno! E che si possa fare del giorno d’oggi una buona giornata!
  1. Ci sono tante realtà come la mia mente è in grado d creare. E chi mi assicura che “questo” mondo è il mondo reale? Quali prove ho che quello mondo dei sogni, attraverso il quale navigo ogni sera (e talvolta anche durante il giorno) è solo roba di fantasia? E chi ha detto che ciò che immaginiamo non esiste? Se siamo in grado di immaginare è perché può esistere! Il mondo in cui viviamo “ora” è reale “ora.”  Ma domani? E poi? E quando andremo a “altre dimensioni? Cosa sarà il “vero”? Penso, dunque esisto? Oppure esisto, quindi penso? Beh, direi credo, quindi “esistono”!
  1. Il modo con il quale affrontiamo la vita rivela molto di noi stessi. Se ad ogni sera potessimo fermarci un attimo a riflettere sulla giornata e prendere qualcosa di positivo dal giorno che è appena passato, certamente andremo a dormire più rilassati e con un sorriso in faccia!
  1. Ei, tu! Sì, proprio tu, che ti sei appena svegliato e, sempre di corsa, non si è nemmeno ricordato di, davanti allo specchio, sorridere a te stesso! Fallo ora! Guardati! Ammirati! Sii fiero di essere chi sei e esca di casa a testa alta, con lo sguardo fiducioso e il cuore tranquillo!
  1. Io credo nel destino, siccome credo nel libero arbitrio. Credo che nulla accade per caso, ma anche che possiedo sì la libertà di scelta. Forse non la libertà di fare con chi accada solo quello che voglio “esattamente” come lo desidero, ma la libertà di scegliere come affrontare ogni sfida, quale “lettura” fare di ogni problema, di ogni ostacolo, di ogni brutta giornata. E io scelgo di vedere il lato buono anche nelle cose cattive. Credo sì che in tutto ci sia un lato buono ed è questo quello che io scelgo per me.
  1. Che tu non perca mai la capacità di vedere la felicità nelle cose semplici. Che il canto degli uccelli, il rumore del mare, l’odore dell’erba bagnata di pioggia o della terra appena coltivata abbiano sempre il potere di tirare fuori un sorriso dalle tue labbra,così come “i profumi dell’infanzia” (“brigadeiro”, popcorn, torta al cioccolato, il profumo della casa della nonna, ecc) ti portino ricordi che ti facciano ridere e sorridere così,dal nulla, senza paura di sembrare folle!
  1. La fine di un ciclo è l’inizio di un altro. Perché tutto fluisca, perché il tempo cambi, perché tutto migliori, perché possiamo evolverci ed essere in grado di trovare un senso anche nelle cose più assurde, sono necessarie pause, punti, cambi di direzione. Nuove strade o semplicemente la ripresadi vecchie strade, viste però in un modo nuovo. Come un nuovo testo scritto che per avere (ed essere) un senso, necessita di un punteggio esatto. E dove andremo a mettere la virgola, determinerà la chiave della questione!

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